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sábado, 9 de agosto de 2025

Porto Alegre já foi a cidade dos crimes

Porto Alegre, todos sabem, viveu não faz muito uma onda de violência que assustou seus moradores, sobretudo pelos crimes violentos e com morte das vítimas. Mas, ao contrário do que alguns saudosistas apregoam, a capital gaúcha nunca foi uma ilha de paz, nem mesmo há mais de 40 anos, quando mal chegava a um milhão de habitantes. Nesta reprodução do Correio do Povo, de agosto de 1969, noticia-se o grande número de assaltos que acontecia na Cidade Sorriso. Nota-se porém que, naquela época, os bandidos não estavam tão aparelhados como hoje e preferiam dominar suas vítimas utilizando o que hoje é chamado de "mão grande": em maior número, dominavam fisicamente suas físicas e levavam tudo quanto tinham, sem, na maioria das vezes, usar a arma de fogo como intimidação. Hoje eles usam armamentos potentes e muitas vezes, por maldade e sadismo, matam os cidadão que sequer resistiram. Sinal dos tempos.

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Novembro de 2017: morre Charles Manson, um dos mais célebres psicopatas do século XX

 

Sharon Tate: muito bela, casada com Roman Polanski, estava grávida quando foi brutalmente assassinada pela seite de Charles Manson, em sua mansão, na Califórnia.


Foi pior e muito, muito mais assustador do que as principais cenas de "O Bebê de Rosemary", filme de Roman Polanski que fez (e faz) um tremendo sucesso no final dos anos sessenta. Assassinada a facadas, pendurada no teto, a atriz e mulher do diretor Polanski foi uma das cinco vítimas de um psicopata chamado Charles Manson (foto) e de sua "família" - na realidade uma seita satânica formada por jovens desajustados, "hippies" do mal, todos na faixa dos vinte e poucos anos, e que viam em Manson o seu profeta e guru, obedecendo-o cegamente.

Na noite de 8 para 9 de agosto de 1969, na cidade de Los Angeles, Califórnia, um grupo de cinco discípulos de CM penetrou na mansão de Polanski (que estava viajando) e Tate, no elegante bairro de Bel Air, e consumou um dos mais chocantes e rumorosos crimes dos anos sessenta. Vestidos com roupas pretas e capuzes, os assassinos (dois rapazes e três moças) cortaram os fios de eletricidade e do telefone e deram início à matança. À exceção de um, que estava armado com um revólver calibre .22, os demais portavam facas. Sharon, 26 anos, teria implorado pela vida de seu filho, pois estava nos dias finais da gravidez de um bebê que se chamaria Paul. Suas súplicas, no entanto, foram inúteis. Os assassinos penduram o corpo da atriz em uma viga no teto, ao lado do de um outro amigo seu, e depois escreveram à sangue, na porta da casa, a palavra "pigs" (porcos).

O crime - chocante, por si mesmo - atraiu a atenção da imprensa internacional por envolver uma jovem, bela e promissora atriz e seu marido, Polanski, que recentemente havia lançado o estrondoso sucesso "O Bebê de Rosemary", com Mia Farrow - a história de uma seita satânica que se apossa de um bebê, considerado o filho do Diabo. Ouvido por uma emissora de TV, o escritor Truman Capote - também recente sucesso com o seu romance de não-ficção "A Sangue Frio" - era da opinião de que havia um só assassino, provavelmente um maníaco sexual. 

Na verdade, errou feio, embora a polícia, nos primeiros meses, também não conseguisse chegar a resultados palpáveis.Nesse meio tempo, o pai de Sharon visitava acampamentos hippies, fingindo-se de um deles. Nesse mundo à parte, corria à boca pequena a história do crime; todos sabiam que aquilo fora praticado pela seita de Manson, que vivia em um rancho localizado em um vale próximo a Goler Canyon, arredores de Los Angels. Foi dessa comunidade satânica de mais de 20 pessoas - a "família" - que saíram os assassinos àquela noite.Manson, nascido em 11 de novembro de 1934, o líder da seita, tinha uma biografia apropriada para um psicopata: sua mãe foi abandonada pelo pai aos 16 anos de idade, quando estava grávida. Criado por uma avó materna, a princípio, depois por um casal de tios que não o suportava, acabou em reformatórios do Governo. Místico, racista, tinha poder absoluto sobre a seita. Condenado à morte um ano depois, teve sua pena permutada por prisão perpétua (a legislação da Califórnia aboliu a pena capital) Morreu na cadeia em 19 de novembro de 2017, aos 83 nos.

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Os 55 anos da morte de Sharon Tate

 Hoje, nos EUA, há 55 anos, aconteceu um dos crimes mais midiáticos do final dos anos sessenta: o assassinato da atriz Sharon Tate e outras pessoas por Charles Manson. Ele morreu na prisão, em novemmbo de 2017, com mais de 80 anos. Pesquisa e texto: V. Minas.

Charles Manson:, com sua cara de louco, em 1969.

Sharon Tate: muito bela, casada com Roman Polanski, estava grávida quando foi brutalmente assassinada pela seite de Charles Manson, em sua mansão, na Califórnia.


Foi pior e muito, muito mais assustador do que as principais cenas de "O Bebê de Rosemary", filme de Roman Polanski que fez (e faz) um tremendo sucesso no final dos anos sessenta. Assassinada a facadas, pendurada no teto, a atriz e mulher do diretor Polanski foi uma das cinco vítimas de um psicopata chamado Charles Manson (foto) e de sua "família" - na realidade uma seita satânica formada por jovens desajustados, "hippies" do mal, todos na faixa dos vinte e poucos anos, e que viam em Manson o seu profeta e guru, obedecendo-o cegamente.

Na noite de 8 para 9 de agosto de 1969, na cidade de Los Angeles, Califórnia, um grupo de cinco discípulos de CM penetrou na mansão de Polanski (que estava viajando) e Tate, no elegante bairro de Bel Air, e consumou um dos mais chocantes e rumorosos crimes dos anos sessenta. Vestidos com roupas pretas e capuzes, os assassinos (dois rapazes e três moças) cortaram os fios de eletricidade e do telefone e deram início à matança. À exceção de um, que estava armado com um revólver calibre .22, os demais portavam facas. Sharon, 26 anos, teria implorado pela vida de seu filho, pois estava nos dias finais da gravidez de um bebê que se chamaria Paul. Suas súplicas, no entanto, foram inúteis. Os assassinos penduram o corpo da atriz em uma viga no teto, ao lado do de um outro amigo seu, e depois escreveram à sangue, na porta da casa, a palavra "pigs" (porcos).

O crime - chocante, por si mesmo - atraiu a atenção da imprensa internacional por envolver uma jovem, bela e promissora atriz e seu marido, Polanski, que recentemente havia lançado o estrondoso sucesso "O Bebê de Rosemary", com Mia Farrow - a história de uma seita satânica que se apossa de um bebê, considerado o filho do Diabo.Ouvido por uma emissora de TV, o escritor Truman Capote - também recente sucesso com o seu romance de não-ficção "A Sangue Frio" - era da opinião de que havia um só assassino, provavelmente um maníaco sexual.Na verdade, errou feio, embora a polícia, nos primeiros meses, também não conseguisse chegar a resultados palpáveis.Nesse meio tempo, o pai de Sharon visitava acampamentos hippies, fingindo-se de um deles. Nesse mundo à parte, corria à boca pequena a história do crime; todos sabiam que aquilo fora praticado pela seita de Manson, que vivia em um rancho localizado em um vale próximo a Goler Canyon, arredores de Los Angels. Foi dessa comunidade satânica de mais de 20 pessoas - a "família" - que saíram os assassinos àquela noite.Manson, nascido em 11 de novembro de 1934, o líder da seita, tinha uma biografia apropriada para um psicopata: sua mãe foi abandonada pelo pai aos 16 anos de idade, quando estava grávida. Criado por uma avó materna, a princípio, depois por um casal de tios que não o suportava, acabou em reformatórios do Governo. Místico, racista, tinha poder absoluto sobre a seita. Condenado à morte, teve sua pena permutada por prisão perpétua. Morreu em 2017.

domingo, 21 de abril de 2024

Um dos crimes mais famosos do Estado

 


Em 11 de abril de 1976, à meia-noite de um sábado, o jornalista Flávio Alcaraz Gomes - então um dos maiorais da imprensa gaúcha - matou com um tiro de espingarda a estudante e funcionária pública Maria José Alberton Silva, que namorava com um médico na frente da residência de Alcaraz, na rua Sinke, morro Santa Teresa, em Porto Alegre. Sentindo-se ameaçado, depois de mandá-los embora, Flávio pegou uma espingarda calibre 12, cano serrado, e disparou,atingindo a cabeça da moça. O Crime dois um dos mais comentados de toda aquela década de 70 sem Porto Alegre, recebendo a mídia muitas críticas pela forma como tratou do caso - todos os jornais evitaram dar destaque ao ocorrido. Em agosto de 1979 foi condenado a 12 anos de reclusão, que obviamente só cumpriu em pequena parte. Flávio Alcaraz Gomes, primo do então poderoso dono da Caldas Júnior, Breno Caldas, morreu já em idade avançada. Ainda hoje há várias versões sobre a motivação do crime.