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quarta-feira, 5 de março de 2025

O craque Falcão é assaltado e sequestrado em Canoas: 1976

Em 1976, quando era o jovem craque daquele grande time do Internacional que seria novamente campeão brasileiro naquele ano, o jogado Paulo Roberto Falcão foi vítima de um sequestro-relâmpago acontecido na cidade de Canoas, na Grande Porto Alegre. Falcão foi rendido por dois homens com revólveres e teve o seu carro - um modesto Chevette (embora ele já fosse um alto salário no mundo do futebol) roubado e encontrado depois em outro município. 
Ao contrário do que muita gente pensa, a Porto Alegre dos anos setenta estava longe de ser uma capital tranquila: os assaltos se sucediam na área central da cidade, taxistas eram assassinados e, tal como hoje, a população reclamava da falta de policiamento ostensivo e da insegurança urbana. 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Os assaltos sem arma de fogo na Porto Alegre de 1950


É claro que a violência e a criminalidade dos tempos antigos não se comparavam, em intensidade e crueldade, ao que hoje acontece. Mas também é certo que Porto Alegre nunca foi uma maravilhosa ilha de paz e amor, onde todos podiam sair absolutamente tranquilos pelas ruas, ao menos à noite, como algumas pessoas mais antigas e saudosistas erroneamente apregoam. Na verdade o número de punguistas no centro e dentro dos bondes era enorme, ao ponto de muitos deles já serem conhecidos por muitos passageiros. Também havia assaltos a pedestres, embora jamais se usasse arma de fogo.Talvez pior, se costumava espancar a vítima, à traição, deixando-a muitas vezes desacordada. Nestas duas reproduções do CP do ano de 1950 vê-se o que ocorria em uma capital com cerca de 400 mil habitantes.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

A violenta Porto Alegre de 1969

 

Porto Alegre, todos sabem, viveu não faz muito uma onda de violência que assustou seus moradores, sobretudo pelos crimes violentos e com morte das vítimas. Mas, ao contrário do que alguns saudosistas apregoam, a capital gaúcha nunca foi uma ilha de paz, nem mesmo há mais de 40 anos, quando mal chegava a um milhão de habitantes. Nesta reprodução do Correio do Povo, de agosto de 1969, noticia-se o grande número de assaltos que acontecia na Cidade Sorriso. Nota-se porém que, naquela época, os bandidos não estavam tão aparelhados como hoje e preferiam dominar suas vítimas utilizando o que hoje é chamado de "mão grande": em maior número, dominavam fisicamente suas físicas e levavam tudo quanto tinham, sem, na maioria das vezes, usar a arma de fogo como intimidação. Hoje eles usam armamentos potentes e muitas vezes, por maldade e sadismo, matam os cidadão que sequer resistiram. Sinal dos tempos.