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segunda-feira, 14 de outubro de 2024

 Prefeitura de Porto Alegre

Jogos dos Estudantes Surdos de Porto Alegre começam nesta sexta-feira

14/10/2024 09:48

A Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) promove a 20a edição dos Jogos dos Estudantes Surdos de Porto Alegre, um evento dedicado a fomentar a inclusão social e a participação esportiva entre alunos com deficiência auditiva. 

A competição será dividida em duas datas: 18 de outubro e 1º de novembro. A primeira data será marcada por provas de atletismo, na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Ufrgs. Em novembro, a competição será no Parque Ararigbóia, com torneios de futsal e newcomb (modalidade semelhante ao vôlei).

As inscrições já se encerraram e cinco instituições estarão representadas nas disputas (ver lista abaixo), inclusive com representantes de cidades da região metropolitana. 

Participantes:

Escola de Ensino Médio para Surdos Profª Lília Mazeron (Porto Alegre)
Escola Municipal de Ensino Fundamental de Surdos Bilíngüe Salomão Watnick (Porto Alegre)
Escola para Surdos Frei Pacífico (Porto Alegre)
Escola Municipal de Ensino Fundamental Bilíngue para Surdos Vitória (Canoas)
Escola Estadual Padre Reus (Esteio

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Os 10 anos da ESEF: 1950

 

A ESEF, Escola Superior de Educação Física - ou Campus Olímpico da Universidade Federal do RGS (atual ESEFID, com a incorporação dos cursos de Fisioterapia e Dança), está no Jardim Botânico desde 1963. Localizada na. rua Felizardo, foi fundada em 1940 e, portanto, em 1950 comemorava os seus 10 anos de existência, como se vê nesta matéria do Correio do Povo. Sua federalização aconteceu em setembro de 1970. O espaço externo é aberto à comunidade, que ali costuma caminhar e correr.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

ESEFID, antiga ESEF, é a universidade do Jardim Botânico

 

Foto da construção do atual muro da Escola


Uma escola de ponta, reconhecida em todo o País pela sua qualidade do ensino. Assim é a Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ESEF, também conhecida como “Campus Olímpico” da URGS e intimamente ligada à história do bairro, com o qual interage e mantém estreitos laços comunitários. Hoje denomina-se ESEFID, com a incorporação dos novos cursos de Fisoterapia e de Dança.
Afinal, é na ESEFID que, todos os dias, centenas de pessoas vão fazer a sua caminhada matinal, correr, passear, praticar exercícios físicos ou então participar de cursos e eventos ligados à área da educação física e da saúde.
Contando cerca de 800 alunos (700 na Graduação e outros 100 na pós), nos cursos de licenciatura e bacharelado em Educação Física, a Escola dispõe de cerca de 40 professores e outros 45 técnicos administrativos.
São 11 mil metros quadrados de área construída e 12,5 hectares de área total.

TALENTO E MEMORIA - Um dos mais importantes projetos já implantados é o Centro de Lazer do Idoso, frequentado especialmente pelas mulheres (há apenas um homem) e com atividades diárias. 
Buscando, basicamente, formar profissionais em Educação Física, Fisioterapia e Dança, a ESEF desenvolve ainda uma produção científica própria, em um bem equipado laboratório. São estudos sobre a resistência humana, a precisão muscular, os efeitos das práticas esportivas, o desgaste os organismos, entre outros.
É o chamado LAPEX – Laboratório de Pesquisa do Exercício, geralmente comandado por doutores e doutorandos de Educação Física (a Escola tem 28 doutores e seis mestres). Há também o Centro de Excelência Esportiva e um projeto de Detecção de Talentos Esportivos iniciado há dois anos. Neste caso vai-se às escolas e centros comunitários para se avaliar o potencial de atletas iniciantes que, caso aprovados, passam a fazer parte do Banco de Talentos.

JUDÔ, GRANDE DESTAQUE - Já o judô – outro grande destaque da ESEF – envolve 250 alunos e vem obtendo excelentes resultados. A ele se combina outra modalidade – a Luta Olímpica.
Com dois ginásios, um centro natatório, um galpão crioulo, oito salas de aula, uma biblioteca especializada no esporte, muito visitada por alunos de outras instituições semelhantes (e aberta à comunidade), um prédio administrativo, um bar, um prédio de musculação, uma pista de corrida e atletismo, locais para o tênis, além do laboratório, a Escola Superior de Educação Física tem várias formas de esporte e lazer abertas à comunidade, como a natação (para todas as idades), sem contar eventuais cursos, como o de Yoga. A instituição edita duas revistas especializadas e mantém intercâmbio com outras universidades, algumas delas do exterior.
Um projeto ambicioso, mas que ainda não deslanchou por falta de recursos, é o Centro de Memória do Esporte e que também englobará, no futuro, a dança. “A idéia é transformarmos ele em uma espécie de Museu, pela concepção moderna, com peças, doações, tudo, algo que não existe hoje no Rio Grande do Sul. Mas ainda estamos batalhando por verbas e o Centro está funcionando em local totalmente inadequado”, lamenta o diretor.
CACHORROS E MUROS – Não faz muito, a ESEFID cercou-se de altas paliçadas de concreto à sua volta e centralizou entrada e saída em apenas uma torre de vigia. Com isso acabaram-se os problemas de falta de segurança dos últimos anos, já que a cerca de arame, especialmente no lado da Felizardo Furtado, tinha uma abertura que dava acesso a todo tipo de gente.
Funcionando em dois turnos, a ESEFID não tem aulas de graduação à noite, muito embora sejam desenvolvidos outros tipos de cursos e atividades nesse período..Os portões são abertos, de segunda à sexta, das 6 horas da manhã às sete da noite, período em que qualquer morador do bairro (ou de fora dele) pode frequentar esse espaço, que pode até ser considerado público.
Outra coisa que pouca gente sabe: a Escola conta com um canil (paga-se uma diária) para hospedagem de cães – algo, sem dúvida, muito útil para quem mora sozinho e, ao viajar, não tem com quem deixar seu animal.


História remonta aos anos 30, com Getúlio e Cordeiro

A ESEF está no Jardim Botânico desde julho de 1963 mas sua história remonta ao final dos anos 30, quando o Governo do Estado resolveu criar o Departamento Estadual de Educação Física por recomendação do Interventor Osvaldo Cordeiro de Farias. As profissões ligadas ao esporte tinham sido regulamentadas naquele ano e o Rio Grande do Sul não quis ficar atrás.
Foi então nomeado como diretor da Escola o capitão Olavo Amaral da Silveira. A seu lado estava um grupo de entusiastas – Valdir Calvet Echart, Frederico Gaelzer, João Gomes Moreira Filho e Max Hanke. Não havia um local centralizado e cada modalidade tinha aulas em diferentes pontos da cidade. O curso durava dois anos e a primeira turma formou-se em 1941 – eram 98 homens e 26 mulheres. Em 1942 a Escola transferiu-se para o Estádio do Cruzeiro, a “Colina Melancólica”. Em 1956 estava no prédio da Associação Cristã de Moços. No dia 21 de outubro de 1969 o ministro da Educação, Tarso Dutra, assinou o decreto de federalização da Escola, o que de fato só aconteceu a 16 de setembro de 1970, com a vinda do ministro Jarbas Passarinho e a presença do governador Perachi Barcellos.