Jornal do bairro Jardim Botânico. Porto Alegre, RS. Brasil. Fundado em 25 de março de 2019. jornalofelizardo.blogspot.com - email: vitorminas1@gmail.com
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Nem faz tanto tempo assim: era o final de 1994, Fernando Henrique Cardoso ainda não tinha tomado posse como novo presidente e o Brasil se preparava para receber a rede mundial de computadores em seu território, a Internet. Em uma época em que os computadores eram, pelos padrões atuais, pesadas geringonças domésticas e que o "disquete" reinava como última palavra em tal tecnologia, a nova ferramenta prometia um "paraíso para quem precisa de informações". Já antevista como um salto para o futuro, a Internet - vejam só - contava com apenas 30 milhões de usuários em todo o mundo e talvez nem mesmo os mais otimistas imaginariam que se transformaria no que é hoje. A revista Veja, em 21 de dezembro daquele ano, publicou esta matéria intitulada "uma janela para o mundo". Note-se que o acesso era feito por telefone.(V.M.)
sexta-feira, 19 de setembro de 2025
Grêmio, campeão de1960
Em 8 de fevereiro de 1961 o Grêmio e o Pelotas, de Pelotas, fizeram a final do campeonato gaúcho de futebol do ano de 1960, que, naquela época, era disputado por regiões, com quatro finalistas - o Grêmio, primeiro da Região Metropolitana, o 14 de Julho, de Santana do Livramento, classificado pela região da Fronteira, o Nacional, de Cruz Alta, da região da Serra, e o Pelotas, representando o Litoral. No dia 8 de fevereiro, no estádio Olímpico, o time da capital aplicou a implacável goleada de 7 a 0 no Pelotas, sagrando-se campeão do Estado. Gessy fez três gols, Juarez dois, Élton um e Cardoso também um. O tricolor formou com Henrique, Sérgio, Airton Pavilhão e Ortunho; Élton e Enio Rodrigues; Cardoso, gessy, Juarez; Milton Kuelle e Vieira. O técnico era Osvaldo Rolla. Airton, que faleceu em 3 de abril de 2012, foi considerado por Pelé o maior zagueiro que ele viu jogar em todos os tempos.
sexta-feira, 11 de julho de 2025
O Mister que deixou saudade nos gramados gaúchos
Luís Fernando Veríssimo lembra dele apitando grenais, e o
citou em uma de suas crônicas. Carlos Heitor Cony, jornalista e escritor, já
falecido, recordava o gol do Brasil contra o Uruguai que ele anulou pela antiga
Copa Rio Branco. O certo é que sua figura faz parte da história do futebol
gaúcho, brasileiro e sul-americano nos anos que se seguiram ao término da
Segundo Guerra Mundial.
Seu nome: Cyril John Barrick, o “velho Jack”, que o Correio
do Povo definiu como “o consagrado e
fleumático árbitro britânico que tanto bem anda fazendo ao futebol gaúcho”,
o “número 1 do mundo”.
Ninguém sabe exatamente – ou talvez alguém ainda saiba – como
o “velho Jack” chegou ao Rio Grande do Sul naquela segunda metade dos anos
quarenta, já consagrado como um juiz de primeira grandeza no futebol inglês. O
que se presume é que numa Inglaterra devastada e empobrecida pela Segunda
Grande Guerra ele tenha resolvido procurar trabalho em querências mais pacíficas
e ensolaradas e onde o esporte bretão também era amado, o que já acontecia com
colegas seus. O velho Jack, a julgar pelas fotos, já deveria contar os seus
quarenta e tantos anos quando deixou a Velha Albion castigada pelos bombardeios
nazistas e veio para a América do Sul ganhar uns trocados para sustentar a
família que ficara na Europa.
O certo é que aqui o “velho Jack” ganhou respeito e deixou
saudades por onde passou e apitou, em especial no Rio Grande do Sul, estado que
foi, tudo indica, sua porta de ingresso no mundo futebolístico sul-americano. Versátil
e disposto a tudo por um punhado de libras que remetia todo mês para a família,
Mister Barrick apitou tanto jogos da seleção brasileira como partidas amistosas
em surrados e toscos campos de futebol. Ter Mister Barrick apitando era uma
espécie de certificado de qualidade. Exótico e famoso, o Velho Jack virava uma
atração à parte.
Ao que parece, Mister Barrick foi inicialmente contratado
pela Federação Rio-grandense de Futebol para apitar os jogos do campeonato
citadino. Mas, malandramente, bem no jeitinho brasileiro, esta passou a
emprestá-lo a outros centros do País. Assim o velho Jack apitou nos Eucaliptos,
na Baixada, em São Januário, no Pacaembu, no Maracanã, no estádio da Timbaúva,
na Chácara das Camélitas, na Colina Melancólica... Apitou jogos do Brasil
contra outras seleções e apitou clássicos platinos, onde também tinha fama. A
Federação gaúcha o emprestava, cobrava por isso, e nem sempre repassava o
dinheiro ao fleumático e tolerante inglês.
Quantos anos ficou Mister Barrick no Brasil? Será que voltou
para a sua Inglaterra ou resolveu se aclimatar nos trópicos? O mais provável é
que tenha voltado: cansado da desorganização do futebol brasileiro e das
promessas não cumpridas, às vezes o Velho Jack botava a boca no trombone, como
em abril de 1950, alguns meses antes da Copa no Brasil. Conforme o Correio do
Povo noticiou, Barrick estava insatisfeito e, pior, sentia-se explorado pelos
dirigentes esportivos gaúchos:
“Por ocasião de sua recente ida a Caxias do Sul, a convite do
presidente do Nacional, que é também presidente do Departamento de Futebol da
Capital, o laureado apitador britânico queixou-se amargamente da maratona a que
estava sendo submetido, atuando várias vezes em uma semana, por ocasião da
temporada do Peñarol em nossos gramados. A um dos nossos cronistas, Mister
Barrick alegou sentir dores na coxa direita, à altura dos rins, dizendo a
impossibilidade em que se achava de continuar a apitar partidas fora dos termos
do compromisso, ou seja, mais de três durante uma semana. Mister Barrick chegou
a falar em rescisão do contrato, caso fosse obrigado a trabalhar além das suas
forças. Agora o Departamento de Futebol da Capital acaba de tomar outra
deliberação que está merecendo crítica nos círculos esportivos. É que os clubes
uruguaios, Nacional e Peñarol, solicitaram por empréstimo a presença do Velho
Jack em campos orientais para um torneio quadrangular que pretendem realizar
juntamente com clubes brasileiros. Os maiorais do nosso futebol de pronto
aquiesceram, condicionando-o a uma questão de data e, mais, exigiram 25 mil
cruzeiros por arbitragem, devendo o apitador, por sua vez, perceber 5 mil
cruzeiros em cada uma.”
“Isso quer dizer, pura e simplesmente, que o Departamento de
Futebol da Capital resolveu que os clubes uruguaios venham a pagar os
honorários de Mister Barrick pelos próximos quatro meses, com a visível
economia de 100 mil cruzeiros para os clubes”
E assim conclui o Correio do Povo: “Ora, Mister Barrick não é
nenhuma criança, e qualquer dia, quando achar que está sendo mal empregado, não
terá dúvida alguma em pedir a rescisão do seu contrato a fim de continuar o seu
verdadeiro apostolado esportivo em qualquer outro centro mais adiantado do que
o nosso e onde não sirva unicamente de atração para rendas, ou – o que é pior –
para evitar que os clubes tenham que entrar com dinheiro para suprir as
modestas arrecadações auferidas com as não menos modestas exibições de seus
esquadrões de profissionais..."
É, o Velho Jack, o apitador número 1 do Mundo, deixou
saudades em terras gaúchas, mas será que nós deixamos saudades nele?
domingo, 16 de março de 2025
segunda-feira, 3 de março de 2025
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
domingo, 23 de fevereiro de 2025
Pista de corridas da ESEFID - Escola Superior de Educação Física, Fisioterapia e Dança da UFRGS
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
Imagens do Jardim Botânico
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
terça-feira, 8 de outubro de 2024
domingo, 15 de setembro de 2024
Imagens do Jardim Botânico
Belo edifício na rua La Plata, quase esquina com a Ipiranga.Casinha de madeira singela e simpática na rua Felizardo, perto da Barão do Amazonas.
quinta-feira, 22 de agosto de 2024
Rogério e Flávia, décadas de trabalho
Rogério e Flávia: atendendo mais de 3 mil moradores.

Ele é eletricista há mais de 40 anos - começou ajudando seu pai, Alfredo, que lhe ensinou quase tudo do que sabe hoje. Tinha apenas 11 anos e morava na rua Guilherme Alves, no tempo em "que se acendia fogueira na rua e era bem diferente do que é hoje". Aos 50 anos, Rogério Cunha Ribeiro ainda tem os dois pés bem firmes no Jardim Botânico, embora more hoje em Gravataí, perto do Pampa Safári.
Todo dia, ele e a esposa Flávia pegam a sua Van e vêm até o Condomínio Residencial Felizardo Furtado, onde realizam os mais diferentes serviços em eletricidade, hidráulica e consertos em geral. A viagem muitas vezes dura uma hora, dependendo do trânsito. "A Van é a nossa casa", diz Flávia.
"Noventa por cento dos nossos fregueses são do Condomínio", informa ele, figura conhecida dos moradores dos mais de 900 apartamentos do conjunto (cerca de 3.500 pessoas). Tanto Rogério quanto Flávia - que se conheceram em 2004, se casaram e não têm filhos (ela, natural de Taquara, foi doméstica por muitos anos) - não se queixam da falta de negócios. "Não dá prá dizer que tem época ruim, embora o serviço caia mais durante o verão, quando o pessoal vai pra praia", afirma ele.
Especializado em trabalhos elétricos e hidráulicos, Rogério chegou ao Condomínio indicado por alguns moradores. Isso há 22 anos, quando o Condomínio sequer contava com guaritas. Desde esse tempo - na verdade, desde quando iniciou a trabalhar, aos 11 anos - o seu ofício mudou muito, reconhece ele. "Hoje tem equipamentos novos, tem mais facilidades", observa. Rogério e Flávia tem empresa registrada e atendem a domicílio,)
Todo dia, ele e a esposa Flávia pegam a sua Van e vêm até o Condomínio Residencial Felizardo Furtado, onde realizam os mais diferentes serviços em eletricidade, hidráulica e consertos em geral. A viagem muitas vezes dura uma hora, dependendo do trânsito. "A Van é a nossa casa", diz Flávia.
"Noventa por cento dos nossos fregueses são do Condomínio", informa ele, figura conhecida dos moradores dos mais de 900 apartamentos do conjunto (cerca de 3.500 pessoas). Tanto Rogério quanto Flávia - que se conheceram em 2004, se casaram e não têm filhos (ela, natural de Taquara, foi doméstica por muitos anos) - não se queixam da falta de negócios. "Não dá prá dizer que tem época ruim, embora o serviço caia mais durante o verão, quando o pessoal vai pra praia", afirma ele.
Especializado em trabalhos elétricos e hidráulicos, Rogério chegou ao Condomínio indicado por alguns moradores. Isso há 22 anos, quando o Condomínio sequer contava com guaritas. Desde esse tempo - na verdade, desde quando iniciou a trabalhar, aos 11 anos - o seu ofício mudou muito, reconhece ele. "Hoje tem equipamentos novos, tem mais facilidades", observa. Rogério e Flávia tem empresa registrada e atendem a domicílio,)
sexta-feira, 9 de agosto de 2024
Imagens do Botânico
Casa na Serafim Terra com Roque Gonzales.
Pinheiro na Guilherme Alves, quase esquina com a rua Felizardo.
quinta-feira, 25 de julho de 2024
Imagem do Botânico
Calçada defronte à ESEFIF, na rua Felizardo, quase esquina com a Felizardo Furtado, entre esta última e a avenida Salvador França..
João de Barro faz sua casinha no poste de luz, na Felizardo Furtado.
segunda-feira, 15 de julho de 2024
Os 10 anos da ESEF: 1950
A ESEF, Escola Superior de Educação Física - ou Campus Olímpico da Universidade Federal do RGS (atual ESEFID, com a incorporação dos cursos de Fisioterapia e Dança), está no Jardim Botânico desde 1963. Localizada na. rua Felizardo, foi fundada em 1940 e, portanto, em 1950 comemorava os seus 10 anos de existência, como se vê nesta matéria do Correio do Povo. Sua federalização aconteceu em setembro de 1970. O espaço externo é aberto à comunidade, que ali costuma caminhar e correr.
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