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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Nem faz tanto tempo assim: era o final de 1994, Fernando Henrique Cardoso ainda não tinha tomado posse como novo presidente e o Brasil se preparava para receber a rede mundial de computadores em seu território, a Internet. Em uma época em que os computadores eram, pelos padrões atuais, pesadas geringonças domésticas e que o "disquete" reinava como última palavra em tal tecnologia, a nova ferramenta prometia um "paraíso para quem precisa de informações". Já antevista como um salto para o futuro, a Internet - vejam só - contava com apenas 30 milhões de usuários em todo o mundo e talvez nem mesmo os mais otimistas imaginariam que se transformaria no que é hoje. A revista Veja, em 21 de dezembro daquele ano, publicou esta matéria intitulada "uma janela para o mundo". Note-se que o acesso era feito por telefone.(V.M.)

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Grêmio, campeão de1960

Em 8 de fevereiro de 1961 o Grêmio e o Pelotas, de Pelotas, fizeram a final do campeonato gaúcho de futebol do ano de 1960, que, naquela época, era disputado por regiões, com quatro finalistas - o Grêmio, primeiro da Região Metropolitana, o 14 de Julho, de Santana do Livramento, classificado pela região da Fronteira, o Nacional, de Cruz Alta, da região da Serra, e o Pelotas, representando o Litoral. No dia 8 de fevereiro, no estádio Olímpico, o time da capital aplicou a implacável goleada de 7 a 0 no Pelotas, sagrando-se campeão do Estado. Gessy fez três gols, Juarez dois, Élton um e Cardoso também um. O tricolor formou com Henrique, Sérgio, Airton Pavilhão e Ortunho; Élton e Enio Rodrigues; Cardoso, gessy, Juarez; Milton Kuelle e Vieira. O técnico era Osvaldo Rolla. Airton, que faleceu em 3 de abril de 2012, foi considerado por Pelé o maior zagueiro que ele viu jogar em todos os tempos.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

O Mister que deixou saudade nos gramados gaúchos




Luís Fernando Veríssimo lembra dele apitando grenais, e o citou em uma de suas crônicas. Carlos Heitor Cony, jornalista e escritor, já falecido, recordava o gol do Brasil contra o Uruguai que ele anulou pela antiga Copa Rio Branco. O certo é que sua figura faz parte da história do futebol gaúcho, brasileiro e sul-americano nos anos que se seguiram ao término da Segundo Guerra Mundial.
Seu nome: Cyril John Barrick, o “velho Jack”, que o Correio do Povo definiu como “o consagrado e fleumático árbitro britânico que tanto bem anda fazendo ao futebol gaúcho”, o “número 1 do mundo”.
Ninguém sabe exatamente – ou talvez alguém ainda saiba – como o “velho Jack” chegou ao Rio Grande do Sul naquela segunda metade dos anos quarenta, já consagrado como um juiz de primeira grandeza no futebol inglês. O que se presume é que numa Inglaterra devastada e empobrecida pela Segunda Grande Guerra ele tenha resolvido procurar trabalho em querências mais pacíficas e ensolaradas e onde o esporte bretão também era amado, o que já acontecia com colegas seus. O velho Jack, a julgar pelas fotos, já deveria contar os seus quarenta e tantos anos quando deixou a Velha Albion castigada pelos bombardeios nazistas e veio para a América do Sul ganhar uns trocados para sustentar a família que ficara na Europa.
O certo é que aqui o “velho Jack” ganhou respeito e deixou saudades por onde passou e apitou, em especial no Rio Grande do Sul, estado que foi, tudo indica, sua porta de ingresso no mundo futebolístico sul-americano. Versátil e disposto a tudo por um punhado de libras que remetia todo mês para a família, Mister Barrick apitou tanto jogos da seleção brasileira como partidas amistosas em surrados e toscos campos de futebol. Ter Mister Barrick apitando era uma espécie de certificado de qualidade. Exótico e famoso, o Velho Jack virava uma atração à parte.
Ao que parece, Mister Barrick foi inicialmente contratado pela Federação Rio-grandense de Futebol para apitar os jogos do campeonato citadino. Mas, malandramente, bem no jeitinho brasileiro, esta passou a emprestá-lo a outros centros do País. Assim o velho Jack apitou nos Eucaliptos, na Baixada, em São Januário, no Pacaembu, no Maracanã, no estádio da Timbaúva, na Chácara das Camélitas, na Colina Melancólica... Apitou jogos do Brasil contra outras seleções e apitou clássicos platinos, onde também tinha fama. A Federação gaúcha o emprestava, cobrava por isso, e nem sempre repassava o dinheiro ao fleumático e tolerante inglês.
Quantos anos ficou Mister Barrick no Brasil? Será que voltou para a sua Inglaterra ou resolveu se aclimatar nos trópicos? O mais provável é que tenha voltado: cansado da desorganização do futebol brasileiro e das promessas não cumpridas, às vezes o Velho Jack botava a boca no trombone, como em abril de 1950, alguns meses antes da Copa no Brasil. Conforme o Correio do Povo noticiou, Barrick estava insatisfeito e, pior, sentia-se explorado pelos dirigentes esportivos gaúchos:
“Por ocasião de sua recente ida a Caxias do Sul, a convite do presidente do Nacional, que é também presidente do Departamento de Futebol da Capital, o laureado apitador britânico queixou-se amargamente da maratona a que estava sendo submetido, atuando várias vezes em uma semana, por ocasião da temporada do Peñarol em nossos gramados. A um dos nossos cronistas, Mister Barrick alegou sentir dores na coxa direita, à altura dos rins, dizendo a impossibilidade em que se achava de continuar a apitar partidas fora dos termos do compromisso, ou seja, mais de três durante uma semana. Mister Barrick chegou a falar em rescisão do contrato, caso fosse obrigado a trabalhar além das suas forças. Agora o Departamento de Futebol da Capital acaba de tomar outra deliberação que está merecendo crítica nos círculos esportivos. É que os clubes uruguaios, Nacional e Peñarol, solicitaram por empréstimo a presença do Velho Jack em campos orientais para um torneio quadrangular que pretendem realizar juntamente com clubes brasileiros. Os maiorais do nosso futebol de pronto aquiesceram, condicionando-o a uma questão de data e, mais, exigiram 25 mil cruzeiros por arbitragem, devendo o apitador, por sua vez, perceber 5 mil cruzeiros em cada uma.”
“Isso quer dizer, pura e simplesmente, que o Departamento de Futebol da Capital resolveu que os clubes uruguaios venham a pagar os honorários de Mister Barrick pelos próximos quatro meses, com a visível economia de 100 mil cruzeiros para os clubes”
E assim conclui o Correio do Povo: “Ora, Mister Barrick não é nenhuma criança, e qualquer dia, quando achar que está sendo mal empregado, não terá dúvida alguma em pedir a rescisão do seu contrato a fim de continuar o seu verdadeiro apostolado esportivo em qualquer outro centro mais adiantado do que o nosso e onde não sirva unicamente de atração para rendas, ou – o que é pior – para evitar que os clubes tenham que entrar com dinheiro para suprir as modestas arrecadações auferidas com as não menos modestas exibições de seus esquadrões de profissionais..." 
É, o Velho Jack, o apitador número 1 do Mundo, deixou saudades em terras gaúchas, mas será que nós deixamos saudades nele?

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Imagens do Jardim Botânico

 

Imponente edifício na avenida Tarso Dutra (Terceira Perimetral), próximo de onde sairá o gigantesco emprendimento do Belvedere Tower.


Edifício na rua Felizardo, da década de 60, ao lado do Jardim Botânico.
Agência do Bradesco na rua Barão do Amazonas.

domingo, 15 de setembro de 2024

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Rogério e Flávia, décadas de trabalho

 Rogério e Flávia: atendendo mais de 3 mil moradores.


Ele é eletricista há mais de 40 anos - começou ajudando seu pai, Alfredo, que lhe ensinou quase tudo do que sabe hoje. Tinha apenas 11 anos e morava na rua Guilherme Alves, no tempo em "que se acendia fogueira na rua e era bem diferente do que é hoje". Aos 50 anos, Rogério Cunha Ribeiro ainda tem os dois pés bem firmes no Jardim Botânico, embora more hoje em Gravataí, perto do Pampa Safári.
Todo dia, ele e a esposa Flávia pegam a sua Van e vêm até o Condomínio Residencial Felizardo Furtado, onde realizam os mais diferentes serviços em eletricidade, hidráulica e consertos em geral. A viagem muitas vezes dura uma hora, dependendo do trânsito. "A Van é a nossa casa", diz Flávia.
"Noventa por cento dos nossos fregueses são do Condomínio", informa ele, figura conhecida dos moradores dos mais de 900 apartamentos do conjunto (cerca de 3.500 pessoas). Tanto Rogério quanto Flávia - que se conheceram em 2004, se casaram e não têm filhos (ela, natural de Taquara, foi doméstica por muitos anos) - não se queixam da falta de negócios. "Não dá prá dizer que tem época ruim, embora o serviço caia mais durante o verão, quando o pessoal vai pra praia", afirma ele.
Especializado em trabalhos elétricos e hidráulicos, Rogério chegou ao Condomínio indicado por alguns moradores. Isso há 22 anos, quando o Condomínio sequer contava com guaritas. Desde esse tempo - na verdade, desde quando iniciou a trabalhar, aos 11 anos - o seu ofício mudou muito, reconhece ele. "Hoje tem equipamentos novos, tem mais facilidades", observa. Rogério e Flávia tem empresa registrada e atendem a domicílio,)

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Imagem do Botânico

 

Calçada defronte à ESEFIF, na rua Felizardo, quase esquina com a Felizardo Furtado, entre esta última e a avenida Salvador França.. 


João de Barro faz sua casinha no poste de luz, na Felizardo Furtado.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Os 10 anos da ESEF: 1950

 

A ESEF, Escola Superior de Educação Física - ou Campus Olímpico da Universidade Federal do RGS (atual ESEFID, com a incorporação dos cursos de Fisioterapia e Dança), está no Jardim Botânico desde 1963. Localizada na. rua Felizardo, foi fundada em 1940 e, portanto, em 1950 comemorava os seus 10 anos de existência, como se vê nesta matéria do Correio do Povo. Sua federalização aconteceu em setembro de 1970. O espaço externo é aberto à comunidade, que ali costuma caminhar e correr.