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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Marinha norte-americana já admite mulheres: 1972

 

A atitude das Forças Armadas brasileiras de se abrirem bem mais para as mulheres acontece - segundo o noticiário - neste mês de agosto de 2024. Pois nos EUA, onde elas representam cerca de vinte por cento das forças, isso só aconteceu em agosto de 1972. Portanto, há 52 anos, pelo menos na Marinha, mais conservadora, e em plena Guerra do Vietnãm, conforme o Correio do Povo.  

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Mulheres do RGS agora podem ser garis: 1975

 



1975 foi proclamado, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o "Ano Internacional da Mulher". Quem for mulher, e lembrar daqueles tempos, talvez não sinta saudades - a esmagadora maioria dos empregos era destinadas aos homens, restando pouca coisa ao "belo sexo" (professoras e telefonistas, por exemplo). Mas naquele ano as coisas começam a mudar, falando-se muito da "Libertação da Mulher". No Rio Grande do Sul surgia, pela primeira vez, oportunidade para mulheres trabalharem como garis, entre outras coisas - algo impensável até então, e considerado incompatível com a "fragilidade feminina". Vários municípios gaúchos começaram a ofertar tais vagas, como, por exemplo, Passo Fundo - famosa por seu machismo, como se vê nesta notícia do Correio do Povo.

Kojak diz que mulheres só querem o amor de um homem

 

A série de televisão Kojak fez grande sucesso nos anos 70 em todo o mundo. Produzida pela CBS, tinha como protagonista o ator Telly Savalas, o careca charmoso que fazia o papel de um tenente da polícia de Nova Iorque conhecido por seus métodos peculiares de investigação. Nascido em 1922 e falecido em 1994, Savalas, em 1976, tinha 54 anos e estava no auge do sucesso, o que fez com que rodasse o mundo com um show caça-níquel do qual participavam diversas belas mulheres. Ele esteve no Brasil no final de 1975 (declarado pela ONU o Ano Internacional da Mulher) e, em entrevistas, debochava do movimento feminista e dizia que as mulheres só queriam mesmo era o amor de um homem, fosse "careca, cabeludo, branco ou negro". A reprodução é do Correio do Povo.

Mulher dirigindo ônibus começou só em 1972

 


Se hoje, conforme se vê, as mulheres ocupam praticamente todos os espaços profissionais (embora geralmente ganhem menos que os homens), há apenas quatro décadas a situação era muito diferente - para pior, é claro. A década de setenta - importantíssima para a luta da chamada "emancipação" feminina - representou um avanço importante na questão da igualdade de direitos. O ano de 1975, declarado pela UNESCO o Ano Internacional da Mulher, assistiu as primeiras mulheres contratadas como garis, realizando serviços de limpeza das ruas de cidades gaúchas - algo que, por seu ineditismo, gerou matérias nos jornais da época. E havia apenas três anos - mais exatamente em 1972 - a primeira motorista mulheres de ônibus de passageiros era admitida, em São Paulo, merecendo igualmente destaque nos noticiários. Outros tempos, como se vê, e nem tão distantes assim.

Enquanto eu for presidente mulher não entra!

 

Se hoje a presença da mulher é absoluta em todos os setores da vida brasileira, tempos atrás isso era visto como, no mínimo, algo estranho, quando não recebia a mais peremptória objeção, como se vê nesta nota do Correio do Povo de agosto de 1972: segundo a notícia, o acadêmico e presidente da Academia Brasileira de Letras, Austregésilo de Athaíde, simplesmente não admitia a presença do belo sexo na instituição criada por Machado de Assis. Vista hoje de forma humorística, a nota reflete o pensamento dominante em uma época não tão distante assim. As coisas, porém, evoluíram: cinco anos depois, em agosto de 1977, a escritora cearense Rachel de Queiroz se tornou a primeira mulher a ser eleita para a ABL, dando fim a um tempo em que somente os homens eram admitidos na casa. "Enquanto eu for vivo, mulher não entra para a Academia", teria dito Austregésilo. O presidente, no entanto, teve de voltar atrás - da posse de Rachel, e até 1993, data da sua morte, viu muitas coisas mudarem no Brasil e no mundo. Quanto a Rachel, morreu em 2003, aos 92 anos de idade.

Mulheres gregas não podem subir ao Monte Athos

 

Passaram apenas algumas décadas, e fica um pouco difícil entender o mundo daqueles anos setenta, especialmente no caso de ser mulher hoje em dia. Pois na Grécia, em 76 , as mulheres não podia subir ao Monte Athos, um dos lugares mais referenciais daquela nação que é considerada o berço da civilização ocidental. A proibição era oficial e, a despeito do veemente protesto dos movimentos feministas (1975 havia sido declarado, pela ONU, o Ano Internacional da Mulher), não foi revogada pelo parlamento da época. Hoje isso parece absurdo, mas tal era a realidade em uma época na qual o bicho fêmea tinha um status inferior ao bicho homem. Reprodução do Correio do Povo, Arquivo Histórico Moysés Vellinho, da Prefeitura de Porto Alegre. Data de 11 de Junho de 1976.

quarta-feira, 13 de março de 2024

Mulheres já podem ser garis em Passo Fundo: 1975

 



1975 foi proclamado, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o "Ano Internacional da Mulher". Quem for mulher, e lembrar daqueles tempos, talvez não sinta saudades - a esmagadora maioria dos empregos era destinadas aos homens, restando pouca coisa ao "belo sexo" (professoras e telefonistas, por exemplo). Mas naquele ano as coisas começam a mudar, falando-se muito da "Libertação da Mulher". No Rio Grande do Sul surgia, pela primeira vez, oportunidade para mulheres trabalharem como garis, entre outras coisas - algo impensável até então, e considerado incompatível com a "fragilidade feminina". Vários municípios gaúchos começaram a ofertar tais vagas, como, por exemplo, Passo Fundo - famosa por seu machismo, como se vê nesta notícia do Correio do Povo.

terça-feira, 12 de março de 2024

Kojak debocha do feminismo e diz que as mulheres só querem o amor de um homem

 

A série de televisão Kojak fez grande sucesso nos anos 70 em todo o mundo. Produzida pela CBS, tinha como protagonista o ator Telly Savalas, o careca charmoso que fazia o papel de um tenente da polícia de Nova Iorque conhecido por seus métodos peculiares de investigação. Nascido em 1922 e falecido em 1994, Savalas, em 1976, tinha 54 anos e estava no auge do sucesso, o que fez com que rodasse o mundo com um show caça-níquel do qual participavam diversas belas mulheres. Ele esteve no Brasil no final de 1975 (declarado pela ONU o Ano Internacional da Mulher) e, em entrevistas, debochava do movimento feminista e dizia que as mulheres só queriam mesmo era o amor de um homem, fosse "careca, cabeludo, branco ou negro". A reprodução é do Correio do Povo.

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Palmatórias como castigo para a moça que usava minissaia, em 1970

  

A minissaia, quando surgiu, causou escândalos e trouxe sérios problemas para as mulheres que ousavam adotar essa nova moda surgida na Inglaterra e que depois se espalhou pelo mundo, na onda dos movimentos  feministas e libertários daqueles anos sessenta. Contraditoriamente, muitos países - incluindo o Brasil - viviam regimes políticos fechados e repressivos, o que satanizava ainda mais o costume generoso de mostrar as pernas, bonitas ou não. Em julho de 1970, quando os militares e a guerrilha de esquerda se digladiavam, com assassinatos, torturas, sequestros de aviões, assaltos a bancos - tudo isso em meio à euforia pela conquista do tricampeonato mundial de seleções, no México - aconteciam coisas como a noticiada acima, pelo jornal Correio do Povo, de Porto Alegre: em Ipira, no interior da Bahia, um sargento da PM aplicou palmatória em uma moça de 25 anos, pelo fato de usar simplesmente a diminuta peça. "Quem usa roupa de deixar as pernas de fora é mulher de vida fácil", justificou a "autoridade".

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Palmatórias para a moça que usava minissaia naquele ano de 1970

A minissaia, quando surgiu, causou escândalos e trouxe sérios problemas às mulheres que ousavam adotar essa nova moda surgida na Inglaterra e que depois se espalhou pelo mundo, na onda dos movimentos  feministas e libertários daqueles anos sessenta. Contraditoriamente, muitos países - incluindo o Brasil - viviam regimes políticos fechados e repressivos, o que satanizava ainda mais o costume generoso de mostrar as pernas, bonitas ou não. Em julho de 1970, quando os militares e a guerrilha de esquerda se digladiavam, com assassinatos, torturas, sequestros de aviões, assaltos a bancos - tudo isso em meio à euforia pela conquista do tricampeonato mundial de seleções, no México - aconteciam coisas como a noticiada acima, pelo jornal Correio do Povo, de Porto Alegre: em Ipira, no interior da Bahia, um sargento da PM aplicou palmatória em uma moça de 25 anos, pelo fato de usar simplesmente a diminuta peça. "Quem usa roupa de deixar as pernas de fora é mulher de vida fácil", justificou a "autoridade".