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sexta-feira, 24 de maio de 2024

Mário Quintana na Editora Globo, em 1941

 


Mário Quintana aos 34 anos (foto acima)

A Editora Globo foi uma das casas publicadoras mais importantes do Brasil durante décadas - aliás, a única fora do eixo Rio-São paulo. Contando com uma talentosa equipe de intelectuais, entre os quais Mário Quintana e Érico Veríssimo, a Globo publicou, entre tantos escritores de renome mundial, Marcel Proust, traduzido por Mário Quintana. No verão de 1941 a editora, sediada em Porto Alegre, tinha mais um sócio - Henrique Bertaso, o qual galgava tal condições por reconhecimento de seu longo trabalho na casa. Nesta matéria da Revista do Globo, editada pela Livraria e editora, noticia-se a comemoração pelo fato, acontecida no tradicional Clube do Comércio. Vemos na foto o poeta Mário Quintana, à esquerda, magro e sério, aos 34 anos. O autor de Cataventos e de tantos poemas maravilhosos estava ao lado de uma "plêiade", que é como se dizia então. 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Aeroporto São João, hoje Salgado Filho, era o terceiro em 1941

 

Na década de 1940 o aeroporto federal São João, em Porto Alegre, era o terceiro em importância no Brasil, perdendo apenas para Rio e São Paulo. Em uma época em que não havia estradas pavimentadas, as navegações aérea, aquática e as ferrovias transportavam a quase totalidade dos passageiros de um Brasil ainda primitivo e agrário. No caso da aviação, as aeronaves eram pequenas, transportando geralmente pouco mais de uma dezena de corajosos passageiros que embarcavam em barulhentos aviões a hélice e aterravam em precários campos de pouso, geralmente de terra batida. Era o caso do aeroporto São João - mais tarde rebatizado para Salgado Filho, em homenagem ao primeiro ministro da Aeronáutica brasileiro, Nesta reprodução de uma nota do CP, o registro do movimento do "aeródromo" no mês de fevereiro de 1941, quando o mundo já estava em guerra.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Loureiro da Silva, grande prefeito, implantou o transporte aquaviário em Porto Alegre: 1941

 

Porto Alegre por muitos anos deu as costas ao seu rio, hoje considerado um lago, o Guaíba, que praticamente cerca a cidade. Somente em data recente foi restabelecido o sistema de transporte aquaviário entre a Capital e a cidade de Guaíba, algo tão simples e óbvio que é de se estranhar tenha demorado tanto tempo a ser implantado. Mas na gestão do prefeito José Loureiro da Silva - o melhor de todos, em todos os tempos - o mandatário porto-alegrense fez construir um píer onde as barcas, ou ferry-bots, ancoravam na Vila Assunção, zona sul da Capital. Em 1941, o ano da grande enchente, o sistema de transporte por água foi oficializado, para alegria dos moradores das duas cidades. Claro que não era tais como os modernos catamarãs de agora, mas também serviam como opção de turismo para muita gente, além de transportarem veículos automotores. Naquela época não havia a ponte sobre o rio Guaíba, e a ligação com a parte sul do Estado exigia muitos esforços. Loureiro, nesta matéria do Correio do Povo, regressava de seu sítio, em Tapes, chegando a Porto Alegre por meio da barca. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Doenças venéreas, um terror na saúde pública na primeira metade do século

 

Antes da invenção das sulfas, as doenças venéreas eram um sério problema de saúde pública não somente no Rio Grande do Sul e Brasil como no restante do mundo. Como a camisinha não tinha seu uso disseminado, e a instrução era pouca - assim como a higiene - muitos homens e mulheres, até de "boas famílias", sofriam com o problema. Um eclético rosário de medicamentos - a maioria ineficazes, obviamente (tipo cloroquina) - era usado para a cura do problema, bem menos sério do que a sífilis. Esta sim, causava grandes danos e também matava. Nesta publicidade publicada no Correio do Povo, de Porto Alegre, em junho de 1941, vemos as qualidades de um produto chamado Neisserina.