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terça-feira, 18 de março de 2025

Engraçadinhos perturbavam os cinemas de Porto Alegre nos anos 50

Em 1955, obviamente, a moral e os bons costumes eram outros, e para velar por eles existia a Delegacia de Costumes, organismo policial que, naquele momento, se ocupava em autuar e repreender os "engraçadinhos dos cinemas". Tal categoria compreendia mocinhos bonitos, jovens metidos a galanteadores baratos, alguns contando piadinhas, dizendo palavrões ou mesmo passando a mão nas moças, aproveitando-se do escurinho reinante nas salas de exibição (certamente muitos pagavam o pato e eram injustiçados pelas moçoilas vingativas). Nesta matéria do Correio do Povo o delegado de Costumes de Porto Alegre mostrava que não estava para brincadeiras. Inclusive já havia pego vários "engraçadinhos", cujos nomes - vejam só a época - foram publicados pelo jornal, inclusive com o endereço. Certamente grande parte deles já não vive mais, ou não está mais em idade de ser "engraçadinho"...

quarta-feira, 5 de março de 2025

Do cine Miramar ao menos restou o prédio na Aparício Borges


Nos velhos tempos - anos 50, 60 e 70 - quando não se sonhava com shoppings centers (e muito menos com as 8 salas do Cinemark do Bourbon), o Cine Miramar era uma das opções de lazer dos moradores do Jardim Botânico.

Muita gente que está hoje na casa dos cinquenta ou sessenta anos, lembra bem dele - das películas em "tecnicolor", dos seriados que passavam antes do filme, do Canal 100... Cinema popular, um dia - como aconteceu com outros milhares no Brasil todo - fechou as portas e ficou na saudade.

Felizmente, o velho prédio (na avenida Coronel Aparício Borges, 2730, no Partenon, quase defronte à igreja de São Jorge) ainda não foi demolido - lá funciona hoje uma agência do banco HSBC e uma filial das Lojas Colombo.

domingo, 2 de março de 2025

A estreia de O Grande Ditador, de Chaplin, em Porto Alegre

Filmado em 1940 como uma sátira ao totalitarismo de Hitler e companhia, O Grande Ditador, de Charles Chaplin,estreou em Porto Alegre - cidade que, na época, contava com quase 30 cinemas - no dia primeiro de junho de 1941, logo depois do calamitoso mês da grande enchente, ocorrida em maio. Lançado, pela primeira vez na história da Capital gaúcha, em quatro cinemas simultâneos, ganhou grandes anúncios nas páginas da imprensa porto-alegrense, como esta, no Correio do Povo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Pirajá, cinema popular, era frequentado pelos moradores do JB

 


Na época área dos cinemas de bairro - que foi dos anos trinta aos meados dos anos setenta - o cinema Pirajá, na avenida Bento Gonçalves, um pouco adiante da rua Luis de Camões (ao lado do atual Arquivo Histórico Municipal), foi um dos preferidos dos moradores do Jardim Botânico, assim como o cinema Miramar.
Ao contrário de tantas outras casas de exibição, o cine Pirajá mantém a sua fachada - ou seja, ao menos existe fisicamente. Lá, agora, funciona um comércio de venda de tintas e material de construção.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Gramado e seu grande festival de cinema em pleno verão

 

Em 1976 o Festival de Cinema de Gramado, então em sua quarta edição, acontecia no mês de janeiro, nesta cidade da Serra gaúcha cujos principais encantos naturais e climáticos se revelam justamente no inverno - hoje o Festival é realizado obviamente nessa estação. O quarto festival, no entanto, foi um dos mais badalados e comprovava que, decididamente, o evento se consolidava como o principal em seu gênero no País. No Hotel Serrano, com sua disputada piscina, a nata da sétima arte nacional badalava, namorava e dava entrevistas como se fossem astros de uma holiúde tupiniquim. Os homenageados daquele ano foram Grande Otelo e Alberto Cavalcanti, mas a dupla que mais chamou a atenção, pela beleza, foi a modelo e, digamos, atriz Rose di Primo e aquele que era considerado "o homem mais bonito do Brasil", Pedro Aguinaga. Futilidades à parte, o festival daquele ano teve também discussões sérias, como a que envolveu o então ministro do Trabalho, o gaúcho Arnaldo Prieto, que foi lá discutir a regulamentação da profissão de ator - algo que ainda não existia. 

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Campanha da Delegacia de Costumes tem como alvo os "engraçadinhos dos cinemas"

 

Em 1955, obviamente, a moral e os bons costumes eram outros, e para velar por eles existia a Delegacia de Costumes, organismo policial que, naquele momento, se ocupava em autuar e repreender os "engraçadinhos dos cinemas". Tal categoria compreendia mocinhos bonitos, jovens metidos a galanteadores baratos, alguns contando piadinhas, dizendo palavrões ou mesmo passando a mão nas moças, aproveitando-se do escurinho reinante nas salas de exibição (certamente muitos pagavam o pato e eram injustiçados pelas moçoilas vingativas). Nesta matéria do Correio do Povo o delegado de Costumes de Porto Alegre mostrava que não estava para brincadeiras. Inclusive já havia pego vários "engraçadinhos", cujos nomes - vejam só a época - foram publicados pelo jornal, inclusive com o endereço. Certamente grande parte deles já não vive mais, ou não está mais em idade de ser "engraçadinho"...

La Dolce Vita estreia no cinema Rex

  

Em janeiro de 1961estreava em Porto Alegre um novo filme do diretor italiano Federico Fellini que deveria entrar para a história cinematográfica mundial: La Dolce Vita, com, entre outros, Marcelo Mastroiani e a belíssima e sensual sueca Anita Ekberg. Produzido em 1960, retrato de uma época em que muitos dos valores iam perdendo o sentido, com um forte vazio existencial de seus personagens, a produção de Fellini é digna do seu gênio e tornou-se um dos filmes mais comentados de todos os tempos. na Capital gaúcha, com seus pouco mais de 700 mil habitantes, La Dolce Vita, ou A Doce Vida, foi projetada inicialmente no Cine Rex, uma belíssima casa de espetáculos na Rua da Praia. A reprodução é do jornal Correio do Povo, da coleção do Arquivo Histórico Municipal Moyses Vellinho.

sábado, 18 de maio de 2024

Almôndegas em 1975

  

Originário de Pelotas, onde começou em 1971, o grupo musical Almôndegas marcou época na história musical do Rio Grande do Sul, lançando para o Brasil os irmãos Kledir e Kleiton Ramil, entre outros integrantes. Em 1975 - ano em que a música Canção da Meia Noite seria gravada e depois incluída na novela global Saramandaia - os Almôndegas lançaram o seu primeiro LP. Nesta reprodução do Correio do Povo, de agosto de 1975, aparecem os integrantes da banda, ao lado de Mister Lee (Julio Fürst, hoje na rádio Itapema), em show que fariam no antigo cine teatro Presidente. Kledir Ramil na época era um jovem de 22 para 23 anos

sexta-feira, 17 de maio de 2024

A estreia de La Dolce Vita em Porto Alegre

 

Em janeiro de 1961estreava em Porto Alegre um novo filme do diretor italiano Federico Fellini que deveria entrar para a história cinematográfica mundial: La Dolce Vita, com, entre outros, Marcelo Mastroiani e a belíssima e sensual sueca Anita Ekberg. Produzido em 1960, retrato de uma época em que muitos dos valores iam perdendo o sentido, com um forte vazio existencial de seus personagens, a produção de Fellini é digna do seu gênio e tornou-se um dos filmes mais comentados de todos os tempos. na Capital gaúcha, com seus pouco mais de 700 mil habitantes, La Dolce Vita, ou A Doce Vida, foi projetada inicialmente no Cine Rex, uma belíssima casa de espetáculos na Rua da Praia. A reprodução é do jornal Correio do Povo, da coleção do Arquivo Histórico Municipal Moyses Vellinh

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Do antigo cinema Pirajá restou, ao menos, o velho prédio na Bento

 Antigo Cine Pirajá, na Bento

Décadas atrás, antes do advento dos shopings centers e do incrível aumento da violência e da sensação de insegurança nas cidades, Porto Alegre tinha os seus cinemas de bairros, dezenas deles, frequentados, em sua maioria, por moradores das próprias regiões. O Partenon - sempre um dos maiores e mais importantes bairros da capital - tinha várias casas de exibição, porém restaram poucos locais preservados para atestar a existência passada de uma época bem mais ingênua e que ainda vive em nossos corações e mentes. É o caso, por exemplo, do cinema Miramar, na Aparício Borges, quase esquina com a avenida Bento Gonçalves, do tipo popular, um dos mais frequentados, assim como o cine Pirajá, na Bento, passando a rua Luís de Camões, e cujo prédio, ainda de pé, abriga agora uma loja de materiais de construção e tintas. O Pirajá fica bem ao lado do Arquivo Histórico Moysés Vellinho, da Prefeitura, e onde também funciona o EPAC, o órgão do Patrimônio Artístico e Cultural de Porto Alegre, como se vê nestas duas fotos .

terça-feira, 9 de abril de 2019

Dos velhos cinemas, só restaram os prédios

O Miramar, na Aparício Borges, era muito frequentado pelos moradores do Jardim Botânico. Hoje é comércio.

O prédio original do Pirajá, na Bento, fica ao lado do Arquivo Histórico de Porto Alegre
Décadas atrás, antes do advento dos shopings centers e do incrível aumento da violência e da sensação de insegurança nas cidades, Porto Alegre tinha os seus cinemas de bairros, dezenas deles, frequentados, em sua maioria, por moradores das próprias regiões. O Partenon - sempre um dos maiores e mais importantes bairros da capital - tinha várias casas de exibição, porém restaram poucos locais preservados para atestar a existência passada de uma época bem mais ingênua e que ainda vive em nossos corações e mentes. É o caso, por exemplo, do cinema Miramar, na Aparício Borges, quase esquina com a avenida Bento Gonçalves, do tipo popular, um dos mais frequentados, assim como o cine Pirajá, na Bento, passando a rua Luís de Camões, e cujo prédio, ainda de pé, abriga agora uma loja de materiais de construção e tintas. O Pirajá fica bem ao lado do Arquivo Histórico Moysés Vellinho, da Prefeitura, e onde também funciona o EPAC, o órgão do Patrimônio Artístico e Cultural de Porto Alegre, como se vê nestas duas fotos.

sábado, 14 de maio de 2016

Miramar e Pirajá, os velhos cinemas cujos prédios sobreviveram ao tempo


Décadas atrás, antes do advento dos shopings centers e do incrível aumento da violência e da sensação de insegurança nas cidades, Porto Alegre tinha os seus cinemas de bairros, dezenas deles, frequentados, em sua maioria, por moradores das próprias regiões. O Partenon - sempre um dos maiores e mais importantes bairros da capital - tinha várias casas de exibição, porém restaram poucos locais preservados para atestar a existência passada de uma época bem mais ingênua e que ainda vive em nossos corações e mentes. É o caso, por exemplo, do cinema Miramar, na Aparício Borges, quase esquina com a avenida Bento Gonçalves, do tipo popular, um dos mais frequentados, assim como o cine Pirajá, na Bento, passando a rua Luís de Camões, e cujo prédio, ainda de pé, abriga agora uma loja de materiais de construção e tintas. O Pirajá fica bem ao lado do Arquivo Histórico Moysés Vellinho, da Prefeitura, e onde também funciona o EPAC, o órgão do Patrimônio Artístico e Cultural de Porto Alegre, como se vê nestas duas fotos do Conselheiro X.