Desde quando se chamava Vila Russa e, depois, Vila São Luís, o Jardim Botânico sempre manteve uma estreita ligação com o Arroio Dilúvio (ou Riacho Ipiranga). Os moradores mais antigos ainda se lembram dos banhos e das pescarias que aconteciam em uma época de poucos automóveis, de chão batido, de bondes, de chácaras - enfim, de uma existência quase rural.Jornal do bairro Jardim Botânico. Porto Alegre, RS. Brasil. Fundado em 25 de março de 2019. jornalofelizardo.blogspot.com - email: vitorminas1@gmail.com
quinta-feira, 6 de março de 2025
O riacho que divide e até encanta o bairro
Desde quando se chamava Vila Russa e, depois, Vila São Luís, o Jardim Botânico sempre manteve uma estreita ligação com o Arroio Dilúvio (ou Riacho Ipiranga). Os moradores mais antigos ainda se lembram dos banhos e das pescarias que aconteciam em uma época de poucos automóveis, de chão batido, de bondes, de chácaras - enfim, de uma existência quase rural.terça-feira, 23 de julho de 2024
quinta-feira, 28 de março de 2024
Ilhota, a primeira grande favela de Porto Alegre
A Ilhota - a primeira grande favela de Porto Alegre - estava localizada às margens do arroio Dilúvio, . Habitada, obviamente, por moradores pobres e, em sua maioria, negros ou pardos, era mal vista pelos demais porto-alegrenses, que a consideravam um local de marginais e ladrões - o que, em certa medida, era verdade. Mas o fato é que foi habitada por uma esmagadora maioria de trabalhadores que davam duro para ganhar a vida. Vivendo em sub-habitações, os moradores da Ilhota eram, inevitavelmente, as primeiras vítimas das grandes enchentes que assolavam a capital gaúcha, entre elas a fantástica cheia de 1941. Considerada uma chaga urbana, todos os prefeitos anunciavam que iriam removê-la, o que aconteceu aos poucos e foi consumado durante o governo de Guilherme Socias Villela, na década de 70, quando se construiu o bairro da Restinga, hoje uma verdadeira cidade, e para onde foram transferidas as famílias. Na Ilhota, diga-se de passagem, nasceram gaúchos ilustres, como o compositor Lupicínio Rodrigues e o craque Tesourinha. Nesta reprodução do Correio do Povo de 1966 - portanto, há mais de meio século - o conhecidíssimo fotógrafo Santos Vidarte (uma legenda do fotojornalismo gaúcho) retrata o que era aquela "maloca".

