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terça-feira, 19 de novembro de 2024

16 de Novembro de 1998: inaugurado o Bourbon Ipiranga

 Bourbon Ipiranga: visão imponente.


Ele foi, e é, o mais importante estabelecimento comercial do Botânico, o empreendimento que modificou as características do bairro e valorizou toda a região à sua volta.Visto da Ipiranga, torna-se ainda mais grandioso – e quem não se lembra dos vários anos da sua construção, em um terreno que faz parte da história do JB, com dois campinhos de futebol varzeano?
Pois ali (avenida Ipiranga, 5200), em 16 de novembro de 1998, implantou-se o Bourbon Ipiranga, empreendimento do grupo Zaffari, empresa que fatura mais de 1,5 bilhão de reais por ano, emprega cerca de 8 mil pessoas e é a quarta maior receita do setor no Brasil e a única entre as quatro grandes redes de supermercados com capital cem por cento nacional.
Fazer compras ou simplesmente passear no shopping Ipiranga é um programa quase obrigatório para todos os moradores do Jardim Botânico e dos seus arredores.
Pudera: de porte médio, acolhedor, com 70 mil metros quadrados de área construída, cerca de 50 pontos comerciais, vários quiosques de serviços, uma praça de alimentação com 700 lugares, o local conta ainda com um hipermercado aberto das 8 horas da manhã até à meia-noite e que também funciona aos domingos.
Ali é possível se assistir aos mais recentes lançamentos cinematográficos, para todas as idades, em algum dos oito cinemas da marca Cinemark, inclusive em horários matinais, a preços reduzidos. Nerão se encontra um bom chope,  café e música ao vivo, além de concertos comunitários e cantores e instrumentistas de qualidade que tocam na praça de alimentação, não só música popular brasileira, como pop, rock, baladas, bossa nova.

GIGANTE – O grupo Zaffari é totalmente gaúcho, o único entre os quatro grandes com capital totalmente nacional e gestão familiar (apesar de muito assediado por grupos estrangeiros). Os hipermercados Zaffari são voltados para um público classe A e B, que buscam variedades de produtos, atendimento especial e conforto na hora das compras.

Na inauguração, Arthur Moreira LimaA inauguração do Bourbon foi uma solenidade e tanto: naquele dia 16 de novembro de 1998 mais de 2 mil pessoas se acotovelaram na esquina da Ipiranga com Guilherme Alves para assistir aos festejos e aos discursos.Primeiramente, o consagrado pianista carioca Arthur Moreira Lima executou o hino nacional brasileiro. A orquestra e o coral da PUC também se apresentaram para o público e para uma comitiva de autoridades que incluía o prefeito em exercício de Porto Alegre, José Fortunatti. A matriarca da família Zaffari, dona Santina, viúva do fundador Francisco José, fez o corte da fita inaugural, tendo ao seu lado o diretor-superientende da Cia Zaffari, Marcelo Zaffari. Disse Marcelo: “Este shopping é uma flor com pétalas de concreto e vidro que se abre no bairro Jardim Botânico para tornar Porto Alegre ainda mais bela e agradável”.
PRÉDIO INTELIGENTE – Concebido pelos mais modernos padrões arquitetônicos, tendo em vista a satisfação e o bem estar dos clientes e visitantes, o Bourbon ocupou 1350 empregados diretos na sua construção. O terreno tem 39 mil metros quadrados (dos quais o hipermercado ocupa 10,8).
Um sistema de última geração controla toda a infra-estrutura do prédio: climatização, segurança das portas, rede hidráulica e até a refrigeração automática dos alimentos. A energia elétrica é garantida por três subestações que atendem de forma independente os cinemas, o shopping e o hipermercado.
O Borbon faz parte dos chamados “prédio inteligentes”, tanto que, em caso de queda da energia elétrica, ela é automativamente ativada por um sistema automático que garante energia contínua por mais 24 horas, bem como a regulagem da temperatura do ar condicionado central. A obra, que revolucionou a vida do Jardim Botânico, trouxe inúmeros benefícios para a comunidade. A ponte sobre o Dilúvio, na Guilherme, por exemplo, foi construída naquela ocasião, em uma parceria entre a empresa e a Prefeitura. Também foram asfaltadas as ruas em volta do complexo, foi aberta a 18 de Setembro para o tráfego e se investiu em iluminação pública e em obras do esgoto cloacal na Guilherme Alves, na 18 de Setembro e na avenida Ipiranga. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

O mais famoso cabaré do Jardim Botânico


Matéria publicada em 2012, no Conselheiro X
Eram os anos cinquenta, que muita gente chama de “anos dourados”, e seu Ruben Carlos Simionovschi vivia a sua infância, adolescência e início da juventude. O local – o bairro Jardim Botânico – nem tinha esse nome, oficialmente.“Em 1950, quando eu tinha oito anos, meu pai comprou uma casa na Guilherme Alves. Naquela época as ruas do bairro eram sem calçamento, somente com o passar dos anos elas foram recebendo melhoramentos, uma a uma – canalização do esgoto, calçamento”, relembra ele.
Aos mais de setenta anos, ainda morador do Botânico (rua Surupá), seu Ruben revive essa época com grande riqueza de detalhes. “Para nos locomovermos, tínhamos a opção de ir até a Protásio Alves, na esquina com a Barão do Amazonas, ou seguir até o final da linha do bonde, que ficava na esquina da rua Carazinho. Interessante que a linha de bonde vinha em dois sentidos, tinha trilhos nos dois lados da Protásio, junto aos postes centrais, mas somente até a Vicente da Fontoura, onde acabava a linha Boa Vista. Os bondes eram tipo “gaiolas”. Depois dali a linha era de um só lado, até o final, na esquina da Carazinho.
"Outra opção era pegar um micro-ônibus na Barão do Amazonas, esquina com a Felizardo. A opção preferida pela maioria era mesmo o bonde para o centro da cidade, já que a passagem saía mais em conta. Lembro que o micro-ônibus era cara. Por exemplo, se a passagem do bonde fosse 0,50 centavos, a do micro-ônibus era 2,00. Depois de alguns anos, a linha de ônibus, já operada pela Secretaria Municipal de Transportes, foi estendida até a esquina da rua Serafim Terra com a Felizardo”.Ele recorda que os ônibus variaram no decorrer dos anos: primeiramente movidos a gasolina, “depois uns ônibus importados, a diesel. Tivemos também ônibus “papa-filas”, cuja dianteira era um cavalinho, o ônibus vinha quase engatado nele”.
FAMOSO CABARÉ – Em uma época em que não havia televisão no Rio Grande do Sul os cinemas dominavam a cena. Ruben lembra: “Tivemos dois cinemas em Petrópolis. Um ficava nos fundos da antiga igreja de São Sebastião, na esquina das ruas Carazinho e João Abott, o Cinema Petrópolis. Já o Ritz, na Protásio, funcionou mais tempo, até ser demolido. Outra lembrança que eu tenho da Colônia Agrícola do Hospital São Pedro que ficava na área ocupada hoje pela SMAN e o Jardim Botânico. Os doentes trabalhavam no cultivo de hortaliças e alguns fugiam e ficavam perambulando pelo bairro.
No bairro, a “Vila São Luiz”, havia também muitos campos de futebol. Onde hoje é a ESEF, por exemplo, tínhamos quatro campos, muito frequentados, onde aconteciam torneios de futebol aos finais de semana. Além deste havia o campo da SMT, no final da Felizardo, esquina com a Buenos Aires. Onde hoje é a rua Pedro Pieretti existia o campo do Clube Amazonas e onde está o Bourbon eram dois campos também”.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Borregaard, "uma verdadeira calamidade pública".

Reprodução do Correio do Povo.
Quem conheceu a Porto Alegre do passado sabe que a Borregaard teve um papel vital da história da capital gaúcha. De propriedade de empresários nórdicos que resolveram investir na fabricação de celulose em terras gaúchas, a "fábrica de fedor" empestou os ares da cidade e de outros municípios em volta, a ponto de ser considerada, de longe, a "inimiga pública número um" dos porto-alegrenses. Cínica e mentirosa, escorada em generais do Exército, em uma época de ditadura, a gigante norueguesa acabou por originar um forte movimento ecológico em terras rio-grandenses, do qual ressalta o nome do célebre ecologista José Lutzenberger. Espraiando seu horrível cheiro de ovo podre por toda a capital, a Borregaard, localizada em Guaíba, depois tomou o nome de Riocell e teve, com a redemocratização do país, que instalar equipamentos antipoluentes em sua fábrica e adaptar-se a um realidade que não condizia com a sua visão de uma terra "habitada por índios selvagens" que não mereceriam qualquer respeito.  

terça-feira, 23 de abril de 2019

Força e Luz, um dos pequenos grandes clubes de Porto Alegre

Um dos pequenos grandes clubes da capital, o Força e Luz é outra agremiação esportiva que não mais existe. Formado, em sua origem, por funcionários da Carris - empresa pública de bondes - o Força e Luz chegou a ter o melhor estádio de Porto Alegre - localizado onde, dizem, será mais um hipermercado Bourbon, entre a Ipiranga e a Protásio Alves, nas proximidades do quartel dos Bombeiros. O "estádio" da Timbaúva - esse era o nome - sediou grandes jogos, embora fosse uma modestíssima quadra de esportes, como eram todos os centros esportivos da primeira metade do século 20 em Porto Alegre. Mas o "ferrinho" tem suas glórias e sua história, como se vê nesta matéria do Correio do Povo de 1935

sábado, 20 de abril de 2019

Duas imagens, duas épocas do Jardim Botânico: o lixão a céu aberto do passado e o belo edifício de agora

Era assim em 1972...
É assim hoje...
Duas imagens, duas épocas: foto deste sábado, 20 de abril, de um belo edifício residencial - concluído não faz muito - na rua Valparaíso, entre o Bourbon e a Terceira Perimetral. E, acima, uma reprodução do Correio do Povo de 1972, no qual se noticia a queixa dos moradores da mesma rua Valparaíso, irritados com empresas que vinham de longe e usavam o Jardim Botânico quase como uma grande lixão a céu aberto. Pensando bem, talvez o passado tenha passado mesmo - ainda bem.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Imagens do Jardim Botânico

É, o Botânico não para. Na Afonso Rodrigues - a rua do colégio Otávio de Souza - bem ao lado da agência do Banco do Brasil, quase na esquina com a Guilherme Alves, surge um novo edifício que irá abrigar mais moradores do JB. Os apartamentos ainda estão à venda e, com certeza, daqui a um ou dois anos publicaremos uma outra foto, noturna, com as luzes acesas de todos os apês. Assim caminha a humanidade.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Páscoa: Encenação da Paixão de Cristo acontece na Rua da Cultura da PUCRS

Aberta ao público, no dia 15 de abril, a partir das 18h, a peça será apresentada pelo grupo teatral Trupe Disfarça
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Em celebração à Pascoa e integrando as ações da Quaresma na PUCRS, a Rua da Cultura recebe na segunda-feira, dia 15 de abril, a peça Celebrando a Paixão de Cristo com arte e devoção, apresentada pelo grupo teatral Trupe Disfarça. A encenação, promovida pelo Centro de Pastoral e Solidariedade, em parceria com o Instituto de Cultura, ambos vinculados à Universidade, retrata o nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo. O evento é gratuito, aberto ao público e acontece das 18h às 19h20min. Mais informações pelo telefone (51) 3320-3506 ou pelo site www.pucrs.br/pucrs-cultura.
Sobre a Trupe Disfarça
A Trupe Disfarça surgiu a partir de encenações para celebrar a Paixão de Cristo, realizados na comunidade da Lomba do Pinheiro, na Zona Leste de Porto Alegre, nos espaços da Paróquia Santa Clara. Através do teatro, o grupo voluntário já proporcionou entretenimento e emoção a mais de 1.800 pessoas.
Confira a programação de Páscoa no Campus
  • 15 de abril - Peça Celebrando a Paixão de Cristo
  • Local: Rua da Cultura
  • Horário: das 18h às 19h20min
  • 22 de abril – Missa de Páscoa
  • Local: Igreja Universitária Cristo Mestre
  • Horário: 18h30min

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Leitor escreve a O Felizardo

Carlos Pole noreply-comment@blogger.com

07:13 (há 54 minutos)
para eu
Carlos Pole deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O maior shopping do Sul do Brasil será no Jardim B...":

E lojas para todos esses espaços. Onde eles estão...? Tem lojas vagas em todos os shoppings em Porto Alegre e região. Talvez para depois de 2025 ou quem sabe em 2030.
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Nota de O Felizardo: o projeto foi readequado e o novo shopping não será mais tão grandioso. Em breve publicaremos o que será esse Belvedere Town.




terça-feira, 9 de abril de 2019

Moradores reclamam do lixo jogado às margens da avenida Ipiranga: 1972

É, quem morre de saudades do velho Jardim Botânico talvez não lembre que o bairro, nos anos sessenta e setenta, padecia de muitos problemas de infraestrutura, entre os quais periódicas inundações. Habitado, à época, por uma população modesta, formada basicamente por barnabés, chacareiros, plantadores de agrião e flores e aposentados, o JB quase não era calçado e a hoje moderna avenida Ipiranga ainda estava em construção. 
Nela - como se vê nesta reprodução de uma nota do jornal Correio do Povo - alguns moradores menos civilizados, e também gente que vinha de fora, depositavam seu lixo à beira de um trecho que é, atualmente, um dos mais urbanizados do Botânico: entre a Salvador França (naquele tempo uma acanhada faixa de asfalto, cercada de modestas casinhas de madeira) e a rua Barão do Amazonas. Os moradores, claro, não gostavam da visão e do odor desses despejos e escreviam aos jornais reclamando da situação.
Fraga, em A Charge Online.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Fun corp é uma academia que prioriza o treinamento funcional para a terceira idade

Fábio: treinamento funcional, com ênfase para a meia e terceira idade, são os diferenciais da academia na Barão. 

Inaugurada em maio de 2016, a Fun Corp (rua Barão do Amazonas, 1050), tem um diferencial em relação a outras academias do gênero:  “A gente tem um trabalho mais personalizado, nos voltamos mais para o treinamento funcional e não só com preocupações meramente estéticas”, explica o seu proprietário, Fábio Motta, 33 anos, um ex-aluno da ESEF (Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na rua Felizardo, no coração do Botânico), onde se formou em 2012.
Com cerca de 90 alunos, distribuídos em vários horários – grande parte tem hora marcada – a Fun está localizada no prédio onde, tempos atrás, funcionava a escola de dança de Paulo Pinheiro. De segundas a sextas, das 6h15min manhã até as 9 da noite, os alunos utilizam seus cerca de 130 metros quadrados de área disponível não apenas para manter um corpo sarado como, sobretudo, para resolver ou amenizar problemas, incômodos e dores físicas, o que inclui muitas pessoas na meia-idade ou mesmo idosos – a maioria dos inscritos na Fun Corp é dessa faixa etária, embora conte também com jovens. “A maioria aqui são mulheres”, informa Fábio, morador da rua Lucas de Oliveira, próxima ao JB. “Trabalhamos muito com indicação médica, gente com dores, que eles nos encaminham, e também com a indicação pessoal. São raros os casos de um aluno vir aqui treinar e não indicar para mais alguém. Temos cerca de 70% dos alunos por indicação de outro”.
Academia pequena e laborial, a Fun conta com três profissionais – o próprio Fábio e mais dois outros professores de Educação Física. Como destaca o proprietário, “a gente atende no máximo oito alunos por horário, com dois professores”. Motta se orgulha em citar que, no caso deles, a desistência – tão comum em academias (boa parte desiste nos primeiros 45 dias, revelam as estatísticas) – “oitenta por cento permanece mais de seis meses, o que é um índice alto”.
INVESTIMENTO – A Fun Corp está em local alugado e, para bancar seu custo inicial, com equipamentos, aluguel e equipe, Fábio calcula que gastaria hoje “uns 80 mil reais, o que é pouco comparativamente a uma academia tradicional.”
Quando decidiu abrir seu próprio negócio (o Brasil é o segundo mercado de fitness do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos), Fábio Motta pesquisou bem. “Pesquisei vários bairros com bom poder aquisitivo, mas onde o aluguel era caro. Descobri que aqui no Jardim Botânico o poder aquisitivo era bom, que o bairro prosperava, mas que os aluguéis não eram muito caros, eram bem compatíveis, o preço era bom. E nos últimos anos notei que houve um desenvolvimento, surgiram novas empresas, novos moradores, houve uma melhora no bairro”.
Apostando nesse nicho de mercado – pessoas de meia-idade para cima, treinamento funcional e atendimento personalizado – a Fun Corp tem hoje diversos alunos com mais de 70 anos e até uma senhora, dona Jaci, com 86, a mais veterana, digamos assim. “Também temos cadeirante, já que firmamos uma parceria com o RS Paradesporte, uma entidade reconhecida, vinculada ao Comitê Olímpico Brasileiro, o COB”. Segundo ele, os alunos, antes de tudo, são criteriosamente avaliados, já que há uma tendência, nessa faixa etária mais avançada, de apresentarem problemas tais como hipertensão e diabetes, por exemplo.
A Fun é elástica em suas formas de pagamento, com modalidades mensal, trimestral e semestral. A categoria Livre – frequenta quando quiser – custa 350 reais. De fácil acesso, na principal via do JB, a academia tem a entrada no estacionamento do Marcos Sushi. Ou seja, quem quiser, depois de malhar, pode desfrutar de alguns bons pratos da culinária japonesa.

Fun corp – Rua Barão do Amazonas, 1050 – Tel: 3574-4748 ou 99869.1924. De segundas a sextas, das 6h15min até as 9 horas da noite.

Entrada da Fun Corp, situada aos fundos, onde está o carro: no centro do Botânico.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Otávio de Souza, o colégio público que nasceu na rua Felizardo

Biblioteca do Otávio (esta foto é de 2008) 


A Escola Estadual Professor Otávio de Souza – ou, mais simplesmente, o Otávio de Souza – é a escola publica de primeiro e segundo graus do Jardim Botânico. Muitos alunos do bairro frequentam o colégio Leopoldo Titheboll, ou o Santa Inês, mas é no Otávio que passaram a maioria dos moradores mais antigos, e é dele as lembranças do tempo em que não passava de um coleginho de madeira situado no terreno da Escola Superior de Educação Física, ESEF, e não, como hoje, um prédio de alvenaria na rua Afonso Rodrigues.

Republicação do texto de 2009
Com cerca de 1.100 alunos e 15 salas de aulas, 65 professores e funcionários, o Otávio tem três turnos de aulas (manhã, tarde e noite). A grande maioria dos estudantes são do próprio Jardim Botânico ou da Vila Cachorro Sentado, do outro lado da avenida Ipiranga.
Tempos atrás, a escola tinha dois cursos profissionalizantes – auxiliar de contabilidade e auxiliar de escritório – mas isso não mais existe.
VELHOS TEMPOS – No dia primeiro de novembro de 1978 os alunos e professores deram adeus ao modesto prédio da rua Felizardo – na verdade, uma “brizoleta” de madeira – e passaram a ocupar o atual, de alvenaria, na rua Afonso Rodrigues, 100. Naquela época a diretora era a professora Bernardete Acauan Correa.Até então, a escola só ia até a quinta série. Em 1977, porém, já havia sido autorizado o funcionamento da sexta, sétima e oitava séries – foi então que passou a se chamar de Escola Estadual Professor Otávio de Souza. Logo depois – em 1982 – foi autorizado o Segundo Grau.O Otávio de Souza tem uma história que acompanha a do bairro. Criado, oficialmente, em maio de 1942, e somente em 1947 passou a se chamar “Grupo Escolas Professor Otávio de Souza”, em homenagem a um conhecido médico porto-alegrense que faleceu em um naufrágio marítimo – o do navio “Astúrias”.
Além de médico, Otávio de Souza foi professor, diretor da Faculdade de Medicina e presidente da Sociedade de Medicina do Rio Grande do Sul. Também dirigiu uma das enfermarias da Santa Casa que, aliás, ainda hoje leva o seu nome.As aulas só começaram, efetivamente, em 1952, no prédio da rua Felizardo, sob a direção da professora Ruth Magalhães. Eram apenas sete salas de aulas, utilizadas em três turnos. Em 1962 o colégio já contava com três pavilhões.
DISPLICÊNCIA MODERNA – Veterana no magistério, a professora Maria Aparecida não quer dar a entender que é saudosista. Mas, aos poucos, começa a contar histórias de vinte, trinta anos atrás, um tempo em que – segundo ela – os professores eram bem mais valorizados, os alunos respeitavam os mestres e os pais participavam mais da educação dos seus filhos.“O que a gente sente é que, hoje, a família deixou nas costas da escola a missão de educar. Esqueceram que isso começa em casa, com eles próprios. Mas são os tempos modernos, né, ninguém tem mais tempo pra nada, os pais trabalham fora, é muita correria”, diz, lamentosa. Outra que fala do passado no mesmo tom é a professora Olga Grimaldi, com mais de 30 anos de magistério.
“As coisas mudaram muito, os alunos de hoje não têm respeito, são muito diferentes do passado. Basta ver que é proibido o celular ligado em sala de aula, mas eles não estão nem aí, atendem na hora. Eu até já pensei em desistir do magistério por causa disso”. Lembranças semelhantes tem Neusa Marina Jardim Pastor, moradora da Barão do Amazonas e que recorda do Jardim Botânico no final dos anos sessenta e nos anos setenta. “Onde tem os blocos era uma chácara de agrião. Lembro do armazém da dona Versa, na Valparaíso, do Supermercado Dalmás, o único do bairro, lá por 1976. Também lembro que, nos altos da Felizardo, perto da Fundação Zoobotânica, havia a dona Eva, uma doceira e quituteira muito solicitada, todo mundo encomendava os doces dela para as festas.”Dentre os alunos mais famosos que passaram pelo Otávio, está um tal de Gabriel – que, dizem, jogou no Fluminense em não se sabe que época. E o cantor Armandinho, que faz sucesso nas paradas musicais: “Pelo que eu sei, ele estudou aqui”, dizem as professoras, sem total certeza do fato. Outra figura conhecida, que trabalhou na escola, foi a ex-secretária de Educação e vereadora, Margarete Moraes – ainda residente no bairro.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Pesquisa identifica dois sinos missioneiros do século 18

Descoberta foi realizada pelo professor Edison Hüttner em São Martinho da Serra
alt_textSino Missioneiro de 1717 - Foto: Edison Hüttner
Dois sinos missioneiros do século 18 tiveram sua identidade confirmada pelo professor da Escola de Humanidades da PUCRS Édison Hüttner, coordenador do projeto de Arte Sacra-Jesuítico-Guarani. Os objetos, fundidos em 1717 e 1743, foram encontrados na torre da Igreja de São Martinho da Serra, no interior do Estado, e não estavam em uso. Hüttner chegou até o local após realizar pesquisas que indicavam a presença dos artefatos missioneiros no templo.
Segundo o pesquisador, diversas características identificam os sinos missioneiros, entre elas a presença de uma cruz formada por losangos, estilo de letras em caixa alta e baixa, além de badalo e listras em alto relevo. Os dois sinos são feitos de bronze, segundo análise realizada no Laboratório Central de Microscopia e Microanálise da PUCRS. O de 1717 tem 98 centímetros de altura e 97 centímetros de largura, e uma estimativa de peso de 300 quilos. Tem gravado o ano em números romanos e a frase em latim Ora pro nobilis S. FRANCISCO XAVIER, que significa Rogai por nós, São Francisco Xavier. Já o outro sino, datado de 1743 é menor, tem 53 centímetros de altura e 48 centímetros de largura, com estimativa de peso de 25 quilos. Na parte de cima há a inscrição o ano de 1743, e na parte de baixo, Ora pro nobilis (Rogai por nós). Neste há um corte na base, bem no local em que haveria o nome de algum santo, por isso, não é possível identificar a frase completa.
De onde vieram os sinos?
alt_textSino de 1743 estava em Igreja de São Martinho da Serra - Foto: Edison Hüttner
Os objetos missioneiros teriam origem em saques feitos por militares portugueses nas antigas reduções jesuíticas espanholas, no período de 1812 a 1818. Hüttner conta que, na época, achava-se que os sinos eram feitos de ouro e, por isso, eram muito visados. “Estes sinos foram aos poucos levados para as capelas que os portugueses estavam construindo em algumas cidades, como Caçapava do Sul, Santa Maria e São Martinho”, revela. Segundo ele, Padre Fidêncio José Ortiz trabalhou na capela de São Martinho em 1848 e, provavelmente, tenha levado os dois sinos para a cidade, trazidos do posto militar em São Borja. “Nesta cidade da fronteira oeste estavam muitos sinos saqueados da margem direita do Rio Uruguai onde haviam reduções, hoje território da Argentina e do Paraguai”, lembra. A pesquisa teve a participação do pesquisador Eder Abreu Hüttner, que também estuda a arte sacra jesuítico-guarani.
Em 2017, Edison Hüttner identificou a origem de dois sinos missioneiros encontrados em Caçapava do Sul. Confira na reportagem publicada no site da PUCRS.
Assessoria de Imprensa PUC-RS

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Tai-Chi e Kung Fu no Jardim Botânico

Alunos na Academia e o professor Milton (foto abaixo)
Quem quer aprender Kung-Fu, Tai Chi Chuan e Boxe Chinês tem uma boa opção no bairro: a Associação Gaúcha de Kung-Fu, academia (é uma empresa) que está há cerca de seis meses no Jardim Botânico (avenida Ipiranga, 3960, quase esquina com a rua Machado de Assis). Com cerca de 25 alunos atualmente, em local amplo (300 metros quadrados), funciona das 17 às 22 horas. O responsável é o professor Milton Fonseca (foto menor), que veio de Petrópolis - tinha academia semelhante na avenida Protásio Alves. Ele pratica Kung Fu há 27 anos e mantem outra academia, em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos."A maioria dos meus alunos é do bairro", informa ele. Com predominância de jovens (homens e mulheres), há pessoas de todas as idades - muitas delas utilizam o Kung-Fu como exercício físico e uma forma de conseguir o bem estar corporal. "O Kung-Fu pode ser praticado em todas as idades".
As mensalidades variam de R$ 80,00 (duas vezes por semana) a R$ 120,00 (três vezes por semana). O telefone é 3013-6264. Site: http://www.agkf.pro.br/
MILENAR - O Kung Fu é a mais antiga das artes marciais, originária do Templo Shaolin, na China. Possibilita ao praticante reflexos rápidos, grande coordenação motora, equilíbrio e consciência mental e física para a defesa pessoal, e se utiliza de socos, golpes com a palma das mãos, chutes e rasteiras, bem como saltos e acrobacias. Há ainda trabalho com armas tradicionais chinesas - bastão, espada, lança, etc.
Este é um dos prédios mais antigos do Jardim Botânico, na Salvador França, esquina com Jacob Vontobel. A propósito: lembram da fábrica da Mu-Mu, na avenida Ipiranga?

Armazém do Caboclo, Dona Versa, clube Americano: o JB do "tempo do agrião"

Pedro Ceratti: boa praça e colorado ardoroso.Republicação. Publicado no Conselheiro X em 9 de janeiro de 2009.

Seu Pedro Ceratti chegou ao bairro em 1959, ano em que a então Vila São Luís passou a se chamar Jardim Botânico (como parte do novo Plano Diretor Municipal). Aos 68 anos, natural de Júlio de Castilhos, "de família humilde", tinha então menos de 20 anos.
Seu Pedro conheceu um outro JB, "cheio de plantações de agrião", com ruas de terra batida, muitas casas de madeira, chácaras, carroças. Ele fez compras no antigo Armazém do Caboclo, na Barão do Amazonas, na Dona Versa, na Valparaíso, viu times como o Universal e o Leal Santos jogarem, participou das festas no Americano e foi assistir filmes em preto-e-branco no antigo cinema Miramar, na Coronel Aparício Borges.
"Lembro que a avenida Ipiranga só vinha até a Salvador França, e que esta não subia até Petrópolis, ali era mato", recorda seu Pedro, que também tomou banhos e pescou no riacho Dilúvio e jogou bola onde hoje está no Bourbon Shopping - havia lá vários campos de futebol. "Era uma vida bem diferente", garante ele, que, mesmo com a violência dos dias atuais, continua a andar pelas ruas do JB à noite e a conversar com todo mundo.
Ardoroso torcedor do Internacional, fez questão de posar para a foto junto ao escudo do seu time.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

A curiosa e fascinante coleção de serpentes do nosso Jardim Botânico

Maria e Moema: biólogas que formam o Núcleo Regional de Ofiologia de Porto Alegre.


Republicação. Publicado originalmente em dezembro de 2009

Vitor Minas

Fundação Zoobotânica, avenida Salvador França. Chegando ao prédio administrativo, o mesmo do Museu de Ciências Naturais do Jardim Botânico, desce-se por várias escadarias, até a parte mais baixa, quase no subsolo.^
Lá, em um ambiente mal-cheiroso e úmido, estão Maria Lúcia Machado Alves e Moema Leitão de Araújo, as mais antigas biólogas das instituição, com 38 e 39 anos de casa, respectivamente.
Ao lado de três estagiárias e um bolsista, as duas - Maria formada na URGS e Moema na PUC - trabalham em um local nada comum e até mesmo repelente ou assustador para muitos: o Núcleo Regional de Ofiologia de Porto Alegre, o maior do Estado, e que já chegou - tempos atrás - a enviar veneno de cobras para, entre outros, o Instituto Butantã e o Vital Brasil, onde é fabricado o soro antiofídico.
TEMPOS MELHORES - O Núcleo existe oficialmente desde 1987, mas na verdade remonta aos anos cinquenta, no início do Jardim Botânico, no tempo do renomado pesquisador e biólogo Thales de Lema, um "herpentólogo" - especialista em serpentes, ou cobras, como são chamadas mais comumente.
O Núcleo de Ofiologia é, hoje, constituido de meia dúzia de salas e tem apenas, como funcionárias efetivas, Maria e Moema. Porém já viveu tempos melhores, especialmente até os anos 80, quando faltou soro anti-ofídico no Brasil, criando-se um problema nacional. "Imagine, faltar o soro no País que inventou esse tipo de soro, descoberto por Vital Brasil!", lembra Maria. "O Brasil obrigou-se a importar o soro da Colômbia, que tinha qualidade inferior".Pressionadas, as autoridades decidiram investir no setor e destinaram verbas aos grandes institutos - com isso o Butantã, entre outros, recuperou-se e modernizou-se, passando a ser auto-suficiente na obtenção dos venenos de cobras, que antes eram enviados por instituições como o Núcleo da Fundação Zoobotânica. Com isso, o Núcleo - que integra o Museu de Ciências Naturais da Fundação - perdeu muito da sua importância e utilidade."O Núcleo já teve seis biólogos, quatro especializados em répteis e dois em amfíbios, e o nosso objetivo principal, que era extrair veneno, deixou de existir. Mudamos os objetivos então", conta Maria Lúcia. Hoje as duas se dedicam mais a auxiliar e assessor pesquisadores e a dar palestras em escolas sobre os ofídios. Trabalham 20 horas por semana em trabalhos científicos - e, também, administram "uma pequena fortuna": como ainda há muito veneno armazenado em freezeres, e como o veneno, segundo Maria Lúcia, "vale mais do que ouro", o Núcleo é quase como uma caixa-forte de um pequeno banco."Para você ter uma idéia, uma grama de veneno é mais cara do que uma grama de ouro. E, no caso da cobra coral, a mais valorizada, se fala em miligramas e não em gramas. Temos aqui uma bela quantia".
MERCADO CLANDESTINO - O veneno extraído das cobras fica cristalizado e permanece assim, sem perder as qualidades, por muitos anos. Poderia-se perguntar: se o veneno de cobra vale mais do que ouro, e se há tanto aqui, porque ele não é vendido para laboratório ou mesmo para outros países, carentes nessa área? Tanto Maria Lúcia como Moema arriscam uma opinião - ou constatação: "Acredito que seja o poder do mercado clandestino, que é muito poderoso. Mas daria para se vender sim, se houvesse interesse", opina Moema.
O Núcleo de Ofiologia conta hoje com 438 cobras venenosas e cerca de 30 não venenosas. São espécies as mais variadas - jararaca, cruzeira, jararaca pintada, coral, cascavel, jibóia, etc. Algumas delas já estão aqui há 14 anos, sem contar filhotes - nascidos no local - com 11 anos. Tais serpentes, em sua maioria, são obtidas de apreensões de autoridades (inclusive da Patrulha Ambiental da Brigada Militar) ou doadas pela Fundação Estadual de Pesquisa e Produção em Saúde, FEPPS, da rua Domingos Crescêncio (e não da avenida Ipiranga). Ou então trazidas por pessoas as mais variadas - agricultores, fazendeiros, pequenos proprietários rurais, sitiantes. "Temos também uma pequena criação", informa Moema.Algumas delas, inclusive venenosas, são expostas ao público visitante, na parte alta do prédio do Museu de Ciências Naturais.
CHEIRO DE RATO - O Núcleo de Ofiologia sofre com a fiscalização do IBAMA, que tem regras rígidas a respeito dos animais - talvez rígidas demais. Por exemplo, um dono de sítio que queira fazer a doação de algumas cobras vivas às biólogas precisa de autorização especial para transportá-la, e pode ser preso se não a tiver. "Como são pessoas simples, e o procedimento é complicado, eles geralmente desistem", informa Mária Lúcia.Visitar o local onde estão alojadas tais ofídios é um programa interessante - mal também nada agradável para as narinas. Como os animais se alimentam de ratos - pequenos e brancos, desenvolvidos em laboratório - e há uma criação destes no local, o cheiro é bem peculiar. As cobras ficam confinadas em seus "apartamentos", com ventilação e água. Recebem alimento diariamente e são vistoradas com frequência. Há casais juntos e um "berçário" para as cobrinhas que nascem. Há cobras novas e outras velhas - que, de tão velhas, mal conseguem comer os ratos e precisam de ajuda. Há pequenas, como a cobra coral, e outras imensas, como a jibóia.Mas tanto as biólogas como as estagiárias já se acostumaram com todas. Elas não só adoram os bichos - "vejam como esta é linda, veja as cores!", diz Maria Lúcia ao repórter, segurando uma imensa serpente venenosa, que acaricia como a um cãozinho de estimação. O mesmo faz a estagiária Bárbara Borges, de 20 anos, estudante do quarto semestre de Biologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Bárbara já tem alguma experiência - fez estágio em um setor semelhante da PUC, já desativado, e diz: "Sempre gostei de cobras".
A estagiária nunca sofreu acidentes com os ofídios - pelo menos por enquanto. Mas as duas biólogas já foram picadas e, garantem, a dor não é tão forte assim. "mas depende da picada, das condições, da cobra, de muitas coisas", lembra Moema, que acabou no Hospital de Pronto-Socorro por conta de um desses "carinhos" de seus bichinhos.

sábado, 1 de setembro de 2018


Por que o Botânico não pode ter o seu próprio jornal?

O Jardim Botânico completará, no próximo ano, exatamente seis décadas de existência como bairro de Porto Alegre.  De uma simples vila, chamada São Luís, transformou-se em um dos locais mais agradáveis para se viver na capital gaúcha, com quase 20 mil moradores e uma economia crescente e diversificada. A localização estratégica, nas proximidades do centro e da PUC, os grandes empreendimentos imobiliários, a inauguração, em 1998, do Bourbon Ipiranga, as amplas áreas verdes e de lazer, o bom sistema de transporte e a infraestrutura, isso tudo contribui para que tenha uma vida própria e atraia ainda mais novos moradores de bom poder aquisitivo e bom nível cultural.
Mas ainda falta ao Botânico um veículo de mídia que o represente e mostre a sua realidade e a diversidade dos empreendimentos e dos serviços que oferta aos seus moradores. No caso, um veículo de mídia digital, em uma era digital e conectada como a que vivemos. Um jornal eletrônico, lido em computadores pessoais, notebooks, tablets, celulares e outros dispositivos instantâneos. Um jornal que mostre o que fazem os pequenos, médios e grandes empresários daqui, de uma pequena loja de artesanato a um grande laboratório, de uma banca de revistas a uma conceituada editora de livros, de um relojoeiro a um complexo consultório, tudo pode virar notícia e retratar a cara desse novo Botânico e a incrível e desconhecida variedade dos seus negócios.
Bom, é isso que O Felizardo (jornalofelizardo.blogspot.com) quer fazer: contar, entre outras coisas, as inúmeras histórias dos empreendedores do JB e levá-las para as casas e apartamentos dos seus moradores. Algo como um guia de negócios, de ofertas, de serviços, de acontecimentos e eventos, assim como o eram, não faz muito, os jornais de bairros impressos em papel.
Notícias diárias, com muitas informações, muitas fotos e um texto jornalístico atraente e de qualidade, contando a sua trajetória, o que é a sua empresa, quais os seus produtos e o que vocês todos pretendem e fazem por merecer. Melhor, feita por quem vive o dia-a-dia do bairro.
Que tal fazermos, juntos, essa experiência, já bem sucedida em outros locais e que também pode dar certo aqui no JB?

O Felizardo – jornalofelizardo.blogspot.com.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Taxista assaltado na rua Itaboraí: o velho Botânico já tinha dessas coisas em maio de 1972

 A violência que hoje atinge Porto Alegre é inédita, porém a velha capital gaúcha, lá pelos anos setenta, também não era nenhuma ilha de paz e segurança. O Jardim Botânico não escapava da ação de ladrões e assaltantes, registrando casos policiais como este, noticiado pelo Correio do Povo de maio de 1972 - portanto, há 46 anos. Um taxista foi assaltado na rua Itaboraí (que naquele tempo era interrompida nas alturas do que hoje são os edifícios do condominio Allure). O ladrão, além de dinheiro, levou seu carro, que depois foi encontrado no Partenon.