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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Táxi Aéreo procura mais clientes em 1949

No final da década de 40, logo depois do término da Segunda Grande Guerra, o Brasil era o segundo país em linhas aéreas em todo o mundo, chegando a ter mais de 60 empresas nessa área. Em tal época heroica da aviação os aviões eram pequenos, barulhentos e desconfortáveis, transportando muitas vezes quatro ou cinco passageiros em viagens perigosas e emocionantes que terminavam em precárias e quase impraticáveis pistas de pouso. Os acidentes eram muitos e os pilotos se orientavam por referências geográficas ou inscrições que as comunidades colocavam no alto das casas e dos prédios.
O Rio Grande do Sul, pioneiro na navegação aérea com a Varig, destacava-se neste aspecto. O aeroporto São João, atual Salgado Filho, movimentava uma média de 60 vôos diários, com aeronaves de grandes companhias e de pequenos táxis aéreos ou linhas regionais. Nesta reprodução do Correio do Povo de julho de 1949 vemos o anúncio da empresa Táxi Aéreo Guarany, que seguiria em "vôos especiais" para "qualquer lugar onde haja campo de pouso" - leia-se, locais de terra batida e nenhuma infraestrutura. Para a cidade de Estrela, por exemplo, a Guarany voava diariamente. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

No verão de 1935, a ponte aérea Porto Alegre e Torres

 

O mais belo balneário gaúcho, Torres, já era o preferido do que se poderia chamar de elite porto-alegrense na primeira metade do século XX. Na divisa com Santa Catarina, distante mais de 200 quilômetros de Porto Alegre, Torres já contava, no verão de 1936, com vôos da Varig, empresa aérea rio-grandense que ainda não completara uma década de existência. Nesta reprodução do Correio do Povo comunica-se que havia sido iniciado, no dia 2 de janeiro, o serviço aéreo entre a capital e tal praia, com aviões Junkers (alemães) "totalmente tomados" (pouco mais de 10 pessoas de capacidade) e probabilidade de vôos extras. Como era usual na imprensa da época, informa-se até os nomes dos passageiros a bordo, destacando-se as famílias Pila, Trein e Selk.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Em 1936 Torres já contava com vôos regulares da Varig vindos de Porto Alegre

 

O mais belo balneário gaúcho, Torres, já era a preferida do que se poderia chamar de elite porto-alegrense na primeira metade do século XX. Na divisa com Santa Catarina, distante mais de 200 quilômetros de Porto Alegre, Torres já contava, no verão de 1936, com vôos da Varig, empresa aérea rio-grandense que ainda não completara uma década de existência. Nesta reprodução do Correio do Povo comunica-se que havia sido iniciado, no dia 2 de janeiro, o serviço aéreo entre a capital e tal praia, com aviões Junkers (alemães) "totalmente tomados" (pouco mais de 10 pessoas de capacidade) e probabilidade de vôos extras. Como era usual na imprensa da época, informa-se até os nomes dos passageiros a bordo, destacando-se as famílias Pila, Trein e Selk. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

A VARIG e os Caravelle em rotas nacionais e internacionais

 

A VARIG - Viação Aérea Riograndense - foi a primeira companhia aérea a nascer no Brasil, em 1927. Durante muitos anos ostentou a honra de ser a maior e a mais eficiente das empresas de transporte comercial de sua área no Brasil, até entrar em processo de falência e sucumbir definitivamente. No início dos anos 60 - como vemos nesta propaganda publicada na Revista do Globo, em 1961 - ela já se preparava para ser a número um, expandindo suas rotas nacionais e internacionais e reforçando sua frota com modernas aeronaves, entre as quais o Caravelle. Note-se que, partindo de Porto Alegre, havia roteiros, quatro vezes por semana, diretamente ao Rio de Janeiro, que recém deixara de ser a capital federal, afora São Paulo e a "Novacap" - Brasília, além disso seguia para Montevidéu e Buenos Aires, conduzindo satisfeitos passageiros que desfrutavam do serviço de primeira qualidade prestado a bordo.

Linha aérea de POA a Torres é implantada pela VARIG: 1936

 

O mais belo balneário gaúcho, Torres, já era o preferido do que se poderia chamar de elite porto-alegrense na primeira metade do século XX. Na divisa com Santa Catarina, distante mais de 200 quilômetros de Porto Alegre, Torres já contava, no verão de 1936, com vôos da Varig, empresa aérea rio-grandense que ainda não completara uma década de existência. Nesta reprodução do Correio do Povo comunica-se que havia sido iniciado, no dia 2 de janeiro, o serviço aéreo entre a capital e tal praia, com aviões Junkers (alemães) "totalmente tomados" (pouco mais de 10 pessoas de capacidade) e probabilidade de vôos extras. Como era usual na imprensa da época, informa-se até os nomes dos passageiros a bordo, destacando-se as famílias Pila, Trein e Selk.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

O Primeiro avião a jato comercial do Brasil

 

Essa é uma das coisas que só OFelizardo tem - a entrada em operação (em seguida) do primeiro avião a jato em Porto Alegre. Pois foi um Caravelle, francês, incorporado à frota da Varig, em abril de 1957 -  - podia fazer o percurso Porto Alegre-São Paulo em menos de uma hora e meia... Era uma nova época para a aviação comercial no Brasil, tendo a saudosa Varig, mais uma vez, como pioneira.