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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Táxi Aéreo procura mais clientes em 1949

No final da década de 40, logo depois do término da Segunda Grande Guerra, o Brasil era o segundo país em linhas aéreas em todo o mundo, chegando a ter mais de 60 empresas nessa área. Em tal época heroica da aviação os aviões eram pequenos, barulhentos e desconfortáveis, transportando muitas vezes quatro ou cinco passageiros em viagens perigosas e emocionantes que terminavam em precárias e quase impraticáveis pistas de pouso. Os acidentes eram muitos e os pilotos se orientavam por referências geográficas ou inscrições que as comunidades colocavam no alto das casas e dos prédios.
O Rio Grande do Sul, pioneiro na navegação aérea com a Varig, destacava-se neste aspecto. O aeroporto São João, atual Salgado Filho, movimentava uma média de 60 vôos diários, com aeronaves de grandes companhias e de pequenos táxis aéreos ou linhas regionais. Nesta reprodução do Correio do Povo de julho de 1949 vemos o anúncio da empresa Táxi Aéreo Guarany, que seguiria em "vôos especiais" para "qualquer lugar onde haja campo de pouso" - leia-se, locais de terra batida e nenhuma infraestrutura. Para a cidade de Estrela, por exemplo, a Guarany voava diariamente. 

sábado, 8 de março de 2025

Coca-Cola é liberada na China, que se abre aos poucos para o mundo: 1979

Em janeiro de 1979 a China recebia o primeiro carregamento de refrigerantes, justamente de Coca-Cola. Então um país extremamente fechado que fazia os primeiro gestos de abertura econômica, depois da morte de Mao-Tsé-Tung, a "China Vermelha" era um país comunista que impressionava pelo fato de ter mais de 1 bilhão de habitantes. Sábios, os chineses aos poucos se reciclaram, aderiram ao capitalismo e enriqueceram - sem perder o controle político - e hoje são o que são: a segunda economia do mundo, rumo ao primeiro lugar. Nesta matéria, publicada no Correio do Povo, noticiava-se com uma certa surpresa a decisão chinesa de importar o refrigerante que era então considerado o símbolo do capitalismo e do imperialismo norte-americano.

terça-feira, 2 de julho de 2024

Telê Santana chega ao Grêmio para interromper a falta de títulos

 


O Brasil já teve grandes técnicos - técnicos de verdade, não improvisados. Um dos que mais se destacaram foi o mineiro Telê Santana, responsável por tirar o tricolor gaúcho de uma fila de oito anos como vice-campeão estadual, o octa colorado, sempre perdendo para o Internacional no último jogo.
Dispensado pelo Botafogo três meses antes, em setembro de 1976 Telê foi anunciado como o novo treinador gremista, substituindo o interino Paulo Lumumba. Ele implantou uma nova filosofia de trabalho e deu o título de 1977 para o time da Azenha e do Olímpico, reestabelecendo o equilíbrio no futebol gaúcho. Em 1982 Santana foi o técnico da seleção brasileira na Espanha - exibindo um futebol alegre e eficiente que teve o azar fatal de perder para a Itália, com os três fatídicos gols de Paolo Rossi. Reprodução do Correio do Povo, Arquivo Histórico de Porto Alegre.

terça-feira, 18 de junho de 2024

No tempo dos Cabungueiros, do Universal, das camélias e da Vila São Luis

 

Mauro Ustra Silva, 74 anos, estofador e chapeador, dono de uma pequena oficina na rua Guilherme Alves, veio para o Jardim Botânico com apenas um ano de idade e viveu quase toda a sua vida aqui.
Um dos moradores da "velha guarda", ele lembra do bairro quando tinha um ar quase rural, com muito verde, muito chão de terra batida, moradores que se conheciam e se cumprimentavam e inúmeras casinhas de madeira habitadas por humildes funcionários públicos e chacareiros, em sua maioria. "Naquela tempo, lá pelo início dos anos sessenta, isso aqui era mais conhecido como a Vila dos Bravos, por causa de uma família muito conhecida e esquentada", recorda. Boa parte deles ainda reside por aqui.
A realidade daqueles tempos era bem diferente da de hoje, logicamente. O bairro, batizado oficialmente de Jardim Botânico (1959), ainda era chamado de Vila São Luiz e não havia asfaltamento em nenhuma rua - nem mesmo na Barão do Amazonas ou na Salvador França, onde hoje passa a Terceira Perimetral. "A Salvador era uma estrada que chão. Quando chovia, virava um barral e muitos automóveis atolavam ali", afirma. Já a Barão do Amazonas - hoje a principal via do JB - contava com um pequeno comércio, com destaque para o armazém do Caboclo, o mais bem sortido. Também existia o armazém da dona Versa, na rua Valparaíso, em uma casa de alvenaria que ainda existe e ainda é ponto comercial. Outros estabelecimentos daquele tempo: o bar e armazém do seu Antonio Mocelin, onde hoje está o centro comercial da rua Felizardo. "Também lembro do bar e armazém do seu Fraga, que era gremista fanático. As crianças, quando o Grêmio perdia, costumavam pintar a fachada de vermelho, deixando o velho enfurecido. Mas quando o Grêmio ganhava ele ficava que era um doce".
Outra informação interessante: a fábrica de carroças do seu Lúcio, uma pequena e artesanal indústria que fabricava não somente carroças como ou demais utensílios para os carroceiros, que então eram numerosos no bairro. Ela estava localizada na Guilherme Alves, nas proximidades da atual paróquia São Luiz, que então não existia, e "foi a montadora de veículos do nosso bairro". Mais distante, também na Guilherme, no alto, havia o Torrão Gaúcho, uma fábrica de rapaduras na qual Mauro chegou a trabalhar quando criança. "O dono era o seu Guimarães".
CHACARA DAS CAMÉLIAS - Por essa época o bairro se notabilizava por ser um grande produtor de agrião e também de flores, plantados em pequenas chácaras e transportados para o Mercado Público em carroças e charretes.
No ramo de flores, um dos mais famosos exibia um nome poético: era a Chácara das Camélias, localizada no alto da rua Guilherme Alves. "Eles plantavam flores, que serviam para fazer coroas de defuntos", esclarece Mauro. A rua Guilherme Alves, naquele tempo, não estava aberta e contava unicamente com uma estreita ligação com a avenida Protásio Alves, uma picada por onde não transitavam carros e sim carroças. Onde hoje está o Condomínio Residencial Felizardo Furtado havia uma chácara de agrião - também vendido no Mercado Público. "Outra chácara ficava perto, onde hoje estão sendo construídos os dois grandes edifícios da Rossi. E perto da praça Nações Unidas tinha a chácara da família Pieretti".
O lazer, naquela época, era pouco e simples: reuniões dançantes, quermesses, jogos de futebol, bailes. Mauro recorda do clube Universal - que não mais existe - e seus dois campinhos de terra, situados onde hoje está o shopping Bourbon. Outro time era o Esporte Recretivo Americano, presidido por seu Murilo. Porém já existia o campo do Ararigbóia, palco de torneios memoráveis que, não raro, acabavam em pancadaria.
Nesse tempo o bairro não tinha a mínima infra-estrutura, incluindo aí o esgoto. "O recolhimento do esgoto era feito pelos cabungueiros, ou cubeiros, que passavam e recolhiam os cubos com os dejetos". Por sua vez, os alagamentos eram constantes e, à noite, a iluminação pública deixava muito a desejar. "Mas não havia assaltos naquela época, até porque o pessoal respeitavam a polícia", afirma Mauro Ustra.
"Mas o que eu tenho mais saudades mesmo é dos banhos e pescarias no arroio Dilúvio, que era limpinho e onde a gente costumava pescar bagres, tão limpo que dava para ver o fundo. Perto da PUC havia o "Banheiro dos padres", a nossa praia. O riacho, naquele tempo, não era canalizado e a Ipiranga nem estava pronta.", rememora o estofador.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Beleza das mulheres gaúchas nos anos 80

 

Estavam iniciando os anos oitenta - e era o primeiro mês daquela década inesquecível em que o Brasil mudou de comportamento e finalmente deixou de ser uma ditadura. No dia 5 de janeiro o Correio do Povo publicava a sua costumeira cobertura do veraneio no litoral gaúcho, estampando esta bela foto de belas mulheres em Tramandaí. Lindas, formosas e elegantes, devem hoje estar na casa dos sessenta ou setenta anos e talvez até já sejam vovós.

sábado, 23 de março de 2024

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

O primeiro helicóptero que pousou em Porto Alegre: 1947

 


Não sei se alguém tem este registra, ou se por acaso - considerando o crônico descaso com a memória gaúcha e brasileira - teve interesse em tê-lo. O certo é que, pesquisando sobre o ano de 1947, encontrei por acaso a notícia da chegada do primeiro helicóptero à capital dos gaúchos. O objeto pousou no Parque da Redenção e não somente foi notícia como atraiu a atenção de centenas de populares, incluindo aí até o próprio governador do Estado, Walter Jobim, que foi lá pessoalmente conferir a maravilha tecnológica cujo uso datava de poucos anos. A vinda do aparelho norte-americano fabricado pela Bell foi uma gentileza da Varig - ele seguia do Rio de Janeiro para Buenos Aires e, por deferência à empresa, deu uma estratégica paradinha aqui  na Província de São Pedro.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Tramandaí no distante ano de 1959

 

A Capital das Praias, como se autodenomina Tramandaí, estava longe de ser o que é hoje naquele distante janeiro de 1959 . Mesmo assim, o balneário - tradicional havia décadas - já era um dos preferidos dos veranistas gaúchos, especialmente dos porto-alegrenses nos finais de semana, como se vê nesta foto que ilustra uma matéria a respeito publicada pela Revista do Globo em janeiro daquele último ano da década de 50. Carros, que hoje seriam cobiçados pelos colecionadores e aficcionados, estacionavam à beira das calçadas, aparentemente alheios ao perigo moderno dos furtos de veículos. Os homens e mulheres passeavam em pleno verão com calças compridas e saias, e os mais jovens preferiam, é claro, as lambretas.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

sábado, 13 de abril de 2019

Uma lixeira surge na frente do condomínio Allure, na Felizardo

São pequenos detalhes do cotidiano, mas que devem ser elogiados em uma cidade que ultimamente não está prezando muito pela limpeza pública: na rua Felizardo, defronte ao condomínio Allure, construído pela Rossi, foi colocada uma lixeira na calçada.