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quinta-feira, 24 de outubro de 2024

 

Jornal contando a história do bairro, editado em 2009, pelo autor V. Minas. O JB completava então 50 anos. Agora em 2014, completa 65.

domingo, 15 de setembro de 2024

Torneio de Vôlei Sentado no Ararigboia no próximo domingo, 22

 Calendário da Prefeitura de POA

17/9 - Terça-feira - 18h às 21h : Campeonato de Paranatação, no Caixeiros Viajantes Clube (Organizador: Projeto Esporte +)

21/9 - Sábado - 9h às 11h: Festival Paralímpico 2024, no Parque Ramiro Souto (Organizadores: CPB / SMELJ)

22/9 - Domingo - 8h às 14h: 2° Torneio de Vôlei Sentado, no Parque Ararigboia (Organizadora: SMELJ)

24/9 - Terça-feira - 13h às 18h: Torneio de Xadrez na sede da Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (ACERGS, organizadora do evento)


segunda-feira, 8 de julho de 2024

Parque Ararigboia e sua rica história não só no futebol varzeano de Porto legre

 PUBLICADO EM 2008, no antio blog Conselheiro X. Há informações históricas perenes, embora desconheça notícias do seu Hervê, na época com 72 anos, ou seja, 16 anos atrás. (Vitor Minas)




Vista do campinho do Ararigboia e a foto do seu Hervê, 16 anos atrás.


Na divisa entre o Jardim Botânico e Petrópolis, o Parque Ararigbóia, se falasse, teria muitas histórias a contar. Na antiga "Várzea de Petrópolis", em um terreno que já foi alagadiço, ocupa um quarteirão inteiro, entre as ruas Felizardo Furtado, Saicã, Lavradio e Mariz e Barros. Tradicional ponto de lazer dos dois bairros, já foi conhecido como o "campo do Sul Brasil", um clube de futebol que marcou época nas redondezas. Somente em 1953 é que foi batizado como "Ararigbóia", em homenagem ao cacique índio que ajudou os portugueses a expulsar os invasores franceses do Rio de Janeiro, no século XVI.
Conhecer a história do Ararigbóia é um passeio por muitas décadas. Hoje um centro de esporte, lazer e saúde, o local foi fundado por um empreiteiro chamado Arino Bernardino de Souza, em fevereiro de 1942 - hoje ele é o nome do Ginásio, inaugurado em 30 de setembro de 1995.
Quem sabe tudo, ou muito, da história do Parque Ararigbóia, é o presidente da Associação Comunitária do Parque Ararigbóia, Hervè Paschoto Saciloto, de 72 anos, um geólogo aposentado, durante muitos anos funcionário da Petrobrás (trabalhou mais de 30 anos na Bahia) e que, quando mudou-se para a rua Mariz e Barros, em 1991, ao olhar o local, quase abandonado, mal-cuidado, decidiu: "Vou cuidar disso aqui".
O Ararigbóia, então, já tinha muitos anos de história, mas estava sendo muito mal aproveitado e não integrava a comunidade à sua volta. Havia um barracão de tijolos, mal ajambrado, e uma cancha de bocha na rua Saicã. O pessoal do futebol tinha o seu presidente, e o da bocha, outro. Hervè - que nem sabia jogar bocha - entrou para a segunda turma e ficou como presidente deles, e, em 1992, fez um movimento para integrar os dois grupos. Conseguiu, e elegeu-se presidente da Associação Comunitária, fundada em 1980. Ficou nessa condição até 1995, quando foi sucedido por Pedro Paulo Machado, o "Pedrinho" - uma das referências maiores quando se fala no Parque.
Nesse tempo eles iniciaram uma luta para reformar o barracão que ali havia, "até que vimos que isso não valia a pena". Surgiu então o projeto de um novo ginásio de esportes, que foi aprovado e construído pelo Orçamento Participativo da Prefeitura de Porto Alegre, do qual seu Hervè era conselheiro. "Aí tivemos que criar uma cultura para que a comunidade cuidasse da sua conservação, sendo que a Prefeitura entraria com professores e a parte pedagógica para as atividades que nós queríamos", conta ele.
TERCEIRA IDADE - O Parque Ararigbóia, com seus mais de 700 frequentadores fixos e inúmeras atividades para todas as faixas etárias, de toda a cidade, não é mantido com verbas da Prefeitura - ao contrário do que muita gente pensa. O poder público apenas auxilia na manutenção e algumas melhorias, mas o dinheiro que sustenta a entidade vem da comunidade e das rendas obtidas pelo Parque.
"A maior parte vem da mensalidade paga pelos associados da Associação Comunitária, que são cerca de 700 e contribuem, a cada semestre, com 20 reais cada. É gente de toda a cidade, a maioria daqui dos nossos bairros, e pagam certinho", relata Hervè. "Tudo o que tem dentro do ginásio foi comprado com dinheiro da comunidade. E, com isso, conseguimos fazer muitas coisas. Agora vamos pintar o ginásio e botar ar condicionado no salão de ginástica, no segundo pavimento".
O Parque Ararigbóia conseguiu arregimentar a comunidade à sua volta, não só pelas várias atividades ali desenvolvidas - futebol, bocha, basquete, vôlei, ginástica, alongamento, musculação - como também em palestras realizadas em colégios. É o chamado "Grupo de Educação para o Envelhecimento", uma iniciativa de Hervè que consiste na ida aos colégios dos bairros vizinhos para troca de experiências com crianças e adolescentes. A idéia surgiu no ano 2000 e segue em pleno curso. Uma vez por semana um grupo da Terceira Idade vai às salas de aula, conversar com alunos sobre temas tão diferentes como a sexualidade, a saúde, a carreira profissional, o bem estar, os bons hábitos, a importância do exercício físico, da boa alimentação, do carinho - sem nenhum moralismo. "Já nos encontramos com mais de 2500 crianças, e agora estamos nos encontrando com adolescentes", informa Hervè. "Falamos de nossas vidas, do que era no passado, do que era um fogão a lenha, de coisas que eles nem conhecem. E a aceitação nos surpreendeu".
Um vez por mês o grupo, integrado por cerca de 16 idosos, reúne-se para fazer uma avaliação do trabalho.
ARQUIBANCADA - Arino Bernardino da Silva dá nome ao ginásio. O empreiteiro, construtor de ruas e calçados, foi quem deu "formato" ao atual parque, em 1942 - antes o local era um espaço público, um charco que ele aterrou e deu vida.
"Ele fez o campo de futebol, uma arquibancada de madeira e criou o time do Sul Brasil, que fazia campeonatos de futebol entre os bairros", conta seu Hervè. Em 1953, (quando passou a se chamar Ararigbóia) a Prefeitura de Porto Alegre juntou-se com a Federação de Bocha "para usurpar o direito da comunidade de ocupar esse espaço". Segundo o presidente da Associação, eles se apropriaram do campo: "As pessoas, para jogar no campo, tinham que ir na Prefeitura às 4 horas da manhã para tentar marcar um horário".
Acontecia ali o Campeonato Estadual de Bocha. Em 1963 foi criada a associação dos Veteranos do Futebol, que lutou para ter um dia seu no calendário do campo - e conseguiram. No início dos anos 70 a cancha de bocha foi extinta, restando o barracão - havia disputas de vôlei, então. Nesse tempo foi criado um grupo infantil de dança e outro de ginástica. Em 1980, finalmente, foi criada a Associação Comunitária do Parque Ararigbóia, usada mais pelo pessoal do futebol.
Do outro lado, na rua Saicã, havia a cancha de bocha - cada qual com um presidente. Em 1992 é que aconteceu a unificação dos dois grupos e a eleição de Hervè para a presidência.

terça-feira, 18 de junho de 2024

No tempo dos Cabungueiros, do Universal, das camélias e da Vila São Luis

 

Mauro Ustra Silva, 74 anos, estofador e chapeador, dono de uma pequena oficina na rua Guilherme Alves, veio para o Jardim Botânico com apenas um ano de idade e viveu quase toda a sua vida aqui.
Um dos moradores da "velha guarda", ele lembra do bairro quando tinha um ar quase rural, com muito verde, muito chão de terra batida, moradores que se conheciam e se cumprimentavam e inúmeras casinhas de madeira habitadas por humildes funcionários públicos e chacareiros, em sua maioria. "Naquela tempo, lá pelo início dos anos sessenta, isso aqui era mais conhecido como a Vila dos Bravos, por causa de uma família muito conhecida e esquentada", recorda. Boa parte deles ainda reside por aqui.
A realidade daqueles tempos era bem diferente da de hoje, logicamente. O bairro, batizado oficialmente de Jardim Botânico (1959), ainda era chamado de Vila São Luiz e não havia asfaltamento em nenhuma rua - nem mesmo na Barão do Amazonas ou na Salvador França, onde hoje passa a Terceira Perimetral. "A Salvador era uma estrada que chão. Quando chovia, virava um barral e muitos automóveis atolavam ali", afirma. Já a Barão do Amazonas - hoje a principal via do JB - contava com um pequeno comércio, com destaque para o armazém do Caboclo, o mais bem sortido. Também existia o armazém da dona Versa, na rua Valparaíso, em uma casa de alvenaria que ainda existe e ainda é ponto comercial. Outros estabelecimentos daquele tempo: o bar e armazém do seu Antonio Mocelin, onde hoje está o centro comercial da rua Felizardo. "Também lembro do bar e armazém do seu Fraga, que era gremista fanático. As crianças, quando o Grêmio perdia, costumavam pintar a fachada de vermelho, deixando o velho enfurecido. Mas quando o Grêmio ganhava ele ficava que era um doce".
Outra informação interessante: a fábrica de carroças do seu Lúcio, uma pequena e artesanal indústria que fabricava não somente carroças como ou demais utensílios para os carroceiros, que então eram numerosos no bairro. Ela estava localizada na Guilherme Alves, nas proximidades da atual paróquia São Luiz, que então não existia, e "foi a montadora de veículos do nosso bairro". Mais distante, também na Guilherme, no alto, havia o Torrão Gaúcho, uma fábrica de rapaduras na qual Mauro chegou a trabalhar quando criança. "O dono era o seu Guimarães".
CHACARA DAS CAMÉLIAS - Por essa época o bairro se notabilizava por ser um grande produtor de agrião e também de flores, plantados em pequenas chácaras e transportados para o Mercado Público em carroças e charretes.
No ramo de flores, um dos mais famosos exibia um nome poético: era a Chácara das Camélias, localizada no alto da rua Guilherme Alves. "Eles plantavam flores, que serviam para fazer coroas de defuntos", esclarece Mauro. A rua Guilherme Alves, naquele tempo, não estava aberta e contava unicamente com uma estreita ligação com a avenida Protásio Alves, uma picada por onde não transitavam carros e sim carroças. Onde hoje está o Condomínio Residencial Felizardo Furtado havia uma chácara de agrião - também vendido no Mercado Público. "Outra chácara ficava perto, onde hoje estão sendo construídos os dois grandes edifícios da Rossi. E perto da praça Nações Unidas tinha a chácara da família Pieretti".
O lazer, naquela época, era pouco e simples: reuniões dançantes, quermesses, jogos de futebol, bailes. Mauro recorda do clube Universal - que não mais existe - e seus dois campinhos de terra, situados onde hoje está o shopping Bourbon. Outro time era o Esporte Recretivo Americano, presidido por seu Murilo. Porém já existia o campo do Ararigbóia, palco de torneios memoráveis que, não raro, acabavam em pancadaria.
Nesse tempo o bairro não tinha a mínima infra-estrutura, incluindo aí o esgoto. "O recolhimento do esgoto era feito pelos cabungueiros, ou cubeiros, que passavam e recolhiam os cubos com os dejetos". Por sua vez, os alagamentos eram constantes e, à noite, a iluminação pública deixava muito a desejar. "Mas não havia assaltos naquela época, até porque o pessoal respeitavam a polícia", afirma Mauro Ustra.
"Mas o que eu tenho mais saudades mesmo é dos banhos e pescarias no arroio Dilúvio, que era limpinho e onde a gente costumava pescar bagres, tão limpo que dava para ver o fundo. Perto da PUC havia o "Banheiro dos padres", a nossa praia. O riacho, naquele tempo, não era canalizado e a Ipiranga nem estava pronta.", rememora o estofador.

quinta-feira, 25 de abril de 2024

O Ararigboia em livro

 

Livro tem autoria de 17 autores e conta histórias do futebol de várzea Crédito: Divulgação

O livro 'Viva a Várzea', escrito por 17 autores e que fala sobre o futebol de várzea, histórias e personagens, será lançado em 30 de abril, a partir das 18h, em evento a ser realizado no Chalé da Praça 15 (Largo Glênio Peres, Centro Histórico), em Porto Alegre. A obra possui 200 páginas e apresenta textos de 16 ex-varzeanos, a maioria jornalistas e de uma pioneira do futebol feminino.

O grupo de autores é composto por Cláudio Furtado, Fernando Becker, Flávio DutraJoão Bosco Vaz, José Evaristo Villa Lobos, Júlio Sortica, Leo Iolovitch e Liliane Correa. Também são coautores Mário Coso, Márcio PinheiroMarino Boeira, Óscar Fuchs, Paulo César Teixeira, Piero D'Alascio, Ricardo Stefanelli, Sérgio Kaminski e Vitor Bley de Moraes.

Times como o Bagé e o Dínamo de Petrópolis; o Maltense, do bairro São João, e o São Paulinho, da Vila do IAPI; o Tupi, da Praça Tamandaré, o Intervalo, do Araribóia, e o Clarão da Lua - feminino, têm suas histórias e jogos recordados. Personagens como Flávio França, do futebol praiano, e o Pau de Fósforo, contador de feitos, estão juntos, como o zagueiro Tosco, que prensou um adversário na cerca do campo, o sósia de Ademir da Guia, que fez malabarismo com uma bergamota na rua da Praia, a menina que sonhava jogar com os meninos, o atacante que narrava suas jogadas, entre outros.

O livro foi pensado com o objetivo de recordar histórias do futebol varzeano e atletas, dando espaço também ao futsal, ao futebol praiano e ao feminino. A obra é dividida em quatro capítulos, escritos por 17 autores que já tiveram dias de jogadores de várzea. O prefácio é assinado pelo cronista Nilson Souza.

Fonte: Coletiva.net

sexta-feira, 22 de março de 2024

Tênis de mesa no Parque Ararigboia, neste sábado

 

Porto Alegre para este fim de semana

22/03/2024 10:23
Pedro Piegas / PMPA
Executivo
Novas quadras de beach tennis do Parque Moinhos de Vento recebem primeiro torneio neste fim de semana

A Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Juventude (Smelj) divulga a agenda de atividades esportivas que ocorrem neste sábado, 23, e domingo, 24. Em caso de condições climáticas desfavoráveis, a agenda pode sofrer alterações.

Futebol - O sábado será marcado pelos jogos no Trecho 3 da Orla. Nas quadras 20 e 21 ocorre a Copa da Orla Record. As atividades começam às 8h30. O campeonato reúne times da Capital e da Região Metropolitana. Neste sábado, o torneio recebe equipes da categoria sub-13.

Futebol de mesa – Neste sábado, a partir das 9h, ocorre a Taça Aniversário de Porto Alegre de Futebol de Mesa, no Parque Ararigbóia, localizado na rua Saicã, 6, no bairro Jardim Botânico. O evento conta com a presença de botonistas da Capital, Canoas, Cachoeirinha, Esteio, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Viamão, Cachoeira do Sul e Pelotas.

Beach Tennis - Durante o sábado e domingo, ocorre o Torneio Aberto de Beach Tennis no Parcão, a partir das 9h. Os jogos ocorrem nas categorias D e Iniciante, com duplas masculinas e femininas.

Vôlei - A segunda etapa do Circuito Porto Alegre de Vôlei de Praia será no sábado e no domingo, no Parque Marinha do Brasil. O evento é dividido nas categorias mista, femininas e masculinas. No sábado, a competição é para as duplas mistas e, no domingo, entram em quadra as duplas masculinas e femininas.(aSSESSORIA DE IMPRENSA PMPA) 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Alemanha foi pioneira no reconhecimento do futebol feminino

 

O futebol feminino é, hoje, algo tão comum que muitas vezes nos surpreendemos, ao olhar para trás, pelo fato de ter causado sensação e até rejeição em seus primórdios. Bem antes de Marta, Formiga e companhia, as jogadoras, no início dos anos setenta, enfrentavam desconfiança e não raro duvidava-se da sua feminilidade - o caso do Brasil. Mas a Alemanha - quase sempre, um passo à frente - foi um dos primeiros países a aceitar isso com normalidade, como se vê nesta notícia do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, de dezembro de 1970 - ano em que a seleção masculina brasileira foi tricampeão mundial no México. Reprodução do Correio do Povo.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Parcialmente demolido, Centro comercial Pareci vai virar uma grande edifício

 

O centro comercial Pareci foi por muito tempo uma referência no bairro JB, com suas várias lojinhas e uma grande academia de ginástica que incluía piscina e, claro, a parte de flores e plantas. Porém como tudo muda e o progresso chega, foi recentemente demolido para dar lugar no futuro, segundo consta, a um moderno e alto edifício que vizinhará com o veterano condomínio Felizardo Furtado e seus oito blocos e 944 apartamentos. O local, localizado na esquina da rua Ferreira Viana com a Felizardo Furtado (que ali faz uma curva e segue até a Protásio Alves), geograficamente já pertence a Petrópolis e não ao Botânico, embora tenha bem mais a ver com este último - assim como acontece com o campinho do Parque Ararigboia. Agora a velha Pareci - como registra a foto de hoje - já está cercada de tapumes,  prenunciando o início das obras do novo empreendimento .   

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Tesourinha, o craque que fez falta ao selecionado brasileiro de 1950 foi um defensor do futebol de várzea, onde surgiu

 



Tesourinha, em matéria da Revista do Globo de 1946, escrita por Cid Pinheiro Cabral.

17 de junho de 1979, uma noite de sábado para domingo, é uma data triste para o futebol gaúcho e brasileiro. Nesse dia, em Porto Alegre, falecia Osmar Fortes Barcelos, mais conhecido por Tesourinha. Um dos maiores pontas-direitas do futebol brasileiro encerrava a vida com apenas 57 anos, vítima de um câncer no estômago, deixando, atrás de si, uma lenda futebolística e um modelo a ser seguido. Mito do Internacional, carro-chefe do famoso Rolo Compressor que foi hexacampeão gaúcho, de 1940 a 1945, Tesourinha ganhou esse apelido pelo fato de seu pai integrar um famoso bloco carnavalesco da capital, o Tesouras, formado em sua maioria por negros, e que marcou época nos anos 20, 30 e 40. Ele foi o primeiro jogador negro da história do Grêmio Porto-alegrense, onde também jogou, dando fim a um período de discriminação racial no hoje popular e democrático clube gaúcho.
Tesourinha foi campeão sul-americano pela Seleção Brasileira nos anos quarenta, formando ao lado de Heleno de Freitas, Zizinho, Jair e Ademir, e só não participou da malograda Copa do Mundo de 1950 no Brasil, aquela do Maracanaço, por ter estourado os meniscos quando jogava pelo Vasco, clube para o qual se transferiu no início daquele ano, naquela que foi considerada a maior transação do futebol brasileiro da época. Muitos consideram que sua ausência foi uma das causas da perda do título para o Uruguai.
Nascido em 3 de outubro de 1921, de família pobre, no bairro pobre da Ilhota, a primeira grande favela de Porto Alegre, era filho de um motorista e de uma dona de casa. Seu pai faleceu quando ele tinha apenas 12 anos. Começou a jogar futebol em criança, em um dos times da famosa Liga da Canela Preta, uma associação de jogadores de cor que se contrapunha ao racismo imperante no esporte de então. Em 1940 Tesourinha já estava no Internacional de Porto Alegre, onde ficaria por dez anos, formando o temível ataque colorado com Vilalba, Russinho, Ruy e Carlitos. Em 1946, ao final do campeonato sul-americano, atual Copa América, vencido pelo Brasil, Tesourinha foi escolhido pela crítica “o maior ponteiro da América”. Mais tarde ganhou o título de “Craque Melhoral”, distinção concedido por uma empresa de medicamentos ao melhor jogador brasileiro do ano,
Tesourinha foi comprado pelo Vasco no final de 1949, e o Vasco era o mais caro e vitorioso time da época, a base da seleção brasileira. Porém o problema no joelho fez com que pouco durasse em São Januário. Em 1952, já com seus trinta anos, foi contratado pelo Grêmio, Grêmio que no ano seguinte completaria 50 anos de glórias. O garoto pobre da Ilhota voltava à terrinha.
Mas Tesourinha era colorado de coração e foi no Inter onde jogou o fino. Em 1969, quando da inauguração do Gigante da Beira-Rio, foi homenageado pela nação colorada. Com lágrimas nos olhos, retirou, como merecido troféu, as redes das goleiras do velho Estádio dos Eucaliptos, palco das suas grandes atuações pelo Internacional. Defensor da classe esportiva e do futebol varzeano, onde se formou, Osmar Fortes Barcelos foi laureado postumamente com a Copa Tesourinha de Futebol Amador da Federação Gaúcha de Futebol e com um centro esportivo que leva seu nome. Ele sempre dizia, com orgulho: “Vim da várzea, me torneio ídolo e não posso negar meu apoio visando melhorar a estrutura desse futebol varzeano, de onde saem os grandes craques. É lá onde tudo começa”
Logo após a sua morte, em uma crônica no velho Correio do Povo, o jornalista e colorado Valter Galvani fala da honra de ter conhecido Tesourinha, o craque fabuloso, e Osmar Fortes Barcelos, o homem afável de sorriso largo. Menino vindo do interior, lembrando da primeira vez que o viu jogar, Galvani escreveu a 24 de junho de 1979 a crônica “Tesoura, um Certo Sorriso”: “Eu diria que o vi em campo, naquela longínqua tarde de 1944, com o seu largo sorriso. Tesourinha foi um herói a seu modo, um herói modesto, simples e calmo, capaz de levar as plateias até o delírio. Nunca esqueci suas jogadas, mas jamais esquecerei o seu sorriso de bondade.”

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

O primeiro helicóptero que pousou em Porto Alegre: 1947

 


Não sei se alguém tem este registra, ou se por acaso - considerando o crônico descaso com a memória gaúcha e brasileira - teve interesse em tê-lo. O certo é que, pesquisando sobre o ano de 1947, encontrei por acaso a notícia da chegada do primeiro helicóptero à capital dos gaúchos. O objeto pousou no Parque da Redenção e não somente foi notícia como atraiu a atenção de centenas de populares, incluindo aí até o próprio governador do Estado, Walter Jobim, que foi lá pessoalmente conferir a maravilha tecnológica cujo uso datava de poucos anos. A vinda do aparelho norte-americano fabricado pela Bell foi uma gentileza da Varig - ele seguia do Rio de Janeiro para Buenos Aires e, por deferência à empresa, deu uma estratégica paradinha aqui  na Província de São Pedro.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

O riacho e sua guardiã

 

Desde quando se chamava Vila Russa e, depois, Vila São Luís, o Jardim Botânico sempre manteve uma estreita ligação com o Arroio Dilúvio (ou Riacho Ipiranga). Os moradores mais antigos ainda se lembram dos banhos e das pescarias que aconteciam em uma época de poucos automóveis, de chão batido, de bondes, de chácaras - enfim, de uma existência quase rural.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Parque Ararigboia começou nos anos quarenta

 PUBLICADO EM 2008. fOTOS: Presidente hervé e turma do volei.


Na divisa entre o Jardim Botânico e Petrópolis, o Parque Ararigbóia, se falasse, teria muitas histórias a contar. Na antiga "Várzea de Petrópolis", em um terreno que já foi alagadiço, ocupa um quarteirão inteiro, entre as ruas Felizardo Furtado, Saicã, Lavradio e Mariz e Barros. Tradicional ponto de lazer dos dois bairros, já foi conhecido como o "campo do Sul Brasil", um clube de futebol que marcou época nas redondezas. Somente em 1953 é que foi batizado como "Ararigbóia", em homenagem ao cacique índio que ajudou os portugueses a expulsar os invasores franceses do Rio de Janeiro, no século XVI.
Conhecer a história do Ararigbóia é um passeio por muitas décadas. Hoje um centro de esporte, lazer e saúde, o local foi fundado por um empreiteiro chamado Arino Bernardino de Souza, em fevereiro de 1942 - hoje ele é o nome do Ginásio, inaugurado em 30 de setembro de 1995.
Quem sabe tudo, ou muito, da história do Parque Ararigbóia, é o presidente da Associação Comunitária do Parque Ararigbóia, Hervè Paschoto Saciloto,  um geólogo aposentado, durante muitos anos funcionário da Petrobrás (trabalhou mais de 30 anos na Bahia) e que, quando mudou-se para a rua Mariz e Barros, em 1991, ao olhar o local, quase abandonado, mal-cuidado, decidiu: "Vou cuidar disso aqui".
O Ararigbóia, então, já tinha muitos anos de história, mas estava sendo muito mal aproveitado e não integrava a comunidade à sua volta. Havia um barracão de tijolos, mal ajambrado, e uma cancha de bocha na rua Saicã. O pessoal do futebol tinha o seu presidente, e o da bocha, outro. Hervè - que nem sabia jogar bocha - entrou para a segunda turma e ficou como presidente deles, e, em 1992, fez um movimento para integrar os dois grupos. Conseguiu, e elegeu-se presidente da Associação Comunitária, fundada em 1980. Ficou nessa condição até 1995, quando foi sucedido por Pedro Paulo Machado, o "Pedrinho" - uma das referências maiores quando se fala no Parque.
Nesse tempo eles iniciaram uma luta para reformar o barracão que ali havia, "até que vimos que isso não valia a pena". Surgiu então o projeto de um novo ginásio de esportes, que foi aprovado e construído pelo Orçamento Participativo da Prefeitura de Porto Alegre, do qual seu Hervè era conselheiro. "Aí tivemos que criar uma cultura para que a comunidade cuidasse da sua conservação, sendo que a Prefeitura entraria com professores e a parte pedagógica para as atividades que nós queríamos", conta ele.
TERCEIRA IDADE - O Parque Ararigbóia, com seus mais de 700 frequentadores fixos e inúmeras atividades para todas as faixas etárias, de toda a cidade, não é mantido com verbas da Prefeitura - ao contrário do que muita gente pensa. O poder público apenas auxilia na manutenção e algumas melhorias, mas o dinheiro que sustenta a entidade vem da comunidade e das rendas obtidas pelo Parque.
"A maior parte vem da mensalidade paga pelos associados da Associação Comunitária, que são cerca de 700 e contribuem, a cada semestre, com 20 reais cada. É gente de toda a cidade, a maioria daqui dos nossos bairros, e pagam certinho", relata Hervè. "Tudo o que tem dentro do ginásio foi comprado com dinheiro da comunidade. E, com isso, conseguimos fazer muitas coisas. Agora vamos pintar o ginásio e botar ar condicionado no salão de ginástica, no segundo pavimento".
O Parque Ararigbóia conseguiu arregimentar a comunidade à sua volta, não só pelas várias atividades ali desenvolvidas - futebol, bocha, basquete, vôlei, ginástica, alongamento, musculação - como também em palestras realizadas em colégios. É o chamado "Grupo de Educação para o Envelhecimento", uma iniciativa de Hervè que consiste na ida aos colégios dos bairros vizinhos para troca de experiências com crianças e adolescentes. A idéia surgiu no ano 2000 e segue em pleno curso. Uma vez por semana um grupo da Terceira Idade vai às salas de aula, conversar com alunos sobre temas tão diferentes como a sexualidade, a saúde, a carreira profissional, o bem estar, os bons hábitos, a importância do exercício físico, da boa alimentação, do carinho - sem nenhum moralismo. "Já nos encontramos com mais de 2500 crianças, e agora estamos nos encontrando com adolescentes", informa Hervè. "Falamos de nossas vidas, do que era no passado, do que era um fogão a lenha, de coisas que eles nem conhecem. E a aceitação nos surpreendeu".
Um vez por mês o grupo, integrado por cerca de 16 idosos, reúne-se para fazer uma avaliação do trabalho.
ARQUIBANCADA - Arino Bernardino da Silva dá nome ao ginásio. O empreiteiro, construtor de ruas e calçados, foi quem deu "formato" ao atual parque, em 1942 - antes o local era um espaço público, um charco que ele aterrou e deu vida.
"Ele fez o campo de futebol, uma arquibancada de madeira e criou o time do Sul Brasil, que fazia campeonatos de futebol entre os bairros", conta seu Hervè. Em 1953, (quando passou a se chamar Ararigbóia) a Prefeitura de Porto Alegre juntou-se com a Federação de Bocha "para usurpar o direito da comunidade de ocupar esse espaço". Segundo o presidente da Associação, eles se apropriaram do campo: "As pessoas, para jogar no campo, tinham que ir na Prefeitura às 4 horas da manhã para tentar marcar um horário".
Acontecia ali o Campeonato Estadual de Bocha. Em 1963 foi criada a associação dos Veteranos do Futebol, que lutou para ter um dia seu no calendário do campo - e conseguiram. No início dos anos 70 a cancha de bocha foi extinta, restando o barracão - havia disputas de vôlei, então. Nesse tempo foi criado um grupo infantil de dança e outro de ginástica. Em 1980, finalmente, foi criada a Associação Comunitária do Parque Ararigbóia, usada mais pelo pessoal do futebol.
Do outro lado, na rua Saicã, havia a cancha de bocha - cada qual com um presidente. Em 1992 é que aconteceu a unificação dos dois grupos e a eleição de Hervè para a presidência.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Aos 80 anos, Celso joga Câmbio, o vôlei adaptado para idosos no Ararigbóia: "De início eu achava coisa de velho"

Celso, 80 anos: "De início eu considerava o Câmbio meio chato, coisa de velho. Mas agora já está bem mais acelerado"

Jogo de Câmbio: um vôlei adaptado para a Terceira Idade, com nove jogadores, sendo seis mulheres e três homens.

Nesta tarde de segunda-feira seu Celso Mayer Costa, de 80 anos, estava fazendo o que gosta de fazer desde que se conhece por gente: praticar esportes. No caso, o Câmbio, uma modalidade de jogo – na verdade é um vôlei adaptado, para homens e mulheres, voltado para a Terceira Idade e que faz sucesso do ginásio do Parque Ararigbóia (rua Saicã com Felizardo Furtado). Lá, no último dia 30, um sábado, aconteceu a primeira rodada do Primeiro Circuito de Câmbio de Porto Alegre, o qual se repetirá no próximo dia 27, também sábado, a partir das 8h30min.
Em um país onde o número de idosos cresce a cada ano – o país é um com maior número deles, sendo Porto Alegre a capital que, proporcionalmente, mais os tem em todo o Brasil – a prática de esportes para a faixa etária acima dos 60 anos se dissemina com velocidade, representando saúde, maior longevidade e qualidade de vida.
Morador das imediações da avenida Antônio de Carvalho, Celso integra a equipe do Ararigbóia (com uma bela camiseta verde) de Câmbio, ao lado da mulher, também jogadora há vários anos. Secretário da Federação Gaúcha de Jogos Adaptados para a Terceira Idade, entidade fundada há cerca de cinco anos, o veterano atleta (sua formação e profissão é a de professor na área de contabilidade) confessa que o seu verdadeiro jogo mesmo é futebol de campo e de salão. “Quando conheci eu achava o Câmbio algo chato, um jogo de velho”, diz ele, esboçando um sorriso, ao lembrar que naqueles inícios, uns 15 anos atrás, a modalidade “era bem mais devagar do que hoje”.
“Eu jogo Câmbio faz uns 15 anos, a coisa começou na PUC, com os professores reunindo os idosos”, informa. Hoje esse vôlei adaptado para a Terceira Idade é muito praticado não só no Rio Grande do Sul como em outros Estados, sobretudo Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Cada equipe conta com nove jogadores (três homens e seis mulheres, pela regra), sendo que a partida dura 15 minutos, ou até se fazer 15 pontos, às vezes encurtando para 12. Ainda não há um campeonato estadual, apenas torneios – o principal deles realizado na praia de Tramandaí, em novembro, antes do agito da temporada, e que congrega equipes de toda a Região Metropolitana e de vários outros municípios gaúchos como Caxias do Sul, Pelotas, Uruguaiana, Santana do Livramento, Santa Rosa. O evento dura três dias.
SEM SEDE OU DINHEIRO – Jogar câmbio, claro, não é só um excelente e saudável esporte como uma forma de diversão e lazer para pessoas que, quase todas, já estão aposentadas.  Ainda desconhecida para muitos, a fim de reunir e também normatizar a prática  (que já tem um livro publicado, com as regras e explicações) é que se fundou a Federação no Rio Grande do Sul . A entidade, porém, ainda está na sua infância e não conta com uma sede – “é itinerante” – e nem telefone, mensalidade fixas ou receita substancial. “Devemos  ter em caixa uns 400 reais, e não tem dinheiro entrando, só saindo”, diz o aposentado.
Com a ajuda de voluntários mais jovens, a Federação está capacitando juízes para arbitrar seus jogos, através de cursos específicos.  Mas este não é o principal problema encontrado e sim a questão de estabelecer novas faixas etárias, controlando a admissão de algumas pessoas que não contam sequer com 60 anos de idade e que muitas vezes até mentem a data de nascimento - “alguns têm 58, 59 anos” – para participar das disputas. Isto se torna, digamos, uma concorrência desleal em quadra, já que a força muscular, a resistência e a velocidade em relação a uma pessoa de 80 anos tornam-se significativamente relevantes. “Mas hoje nós exigimos documentos como identidade, por exemplo”, diz Celso.

Giacomoni: convite para mais duas entidades esportivas que virão ao Ginásio dia 26.

A solução encontrada foi a de estabelecer várias diferenciações etárias, com os “masters” (até 70 anos) e os “jubilados” (acima de 70). Tal inovação deverá valer já para a próxima rodada do Primeiro Circuito de Câmbio de Porto Alegre que acontece neste 26 de abril, reunindo as equipes do Centro Comunitário da Restinga (Cecores), Centro da Comunidade Primeiro de Maio (Ceprima), SESC Campestre, Ginásio Tesourinha, Parque Ramiro Souto e o Ararigbóia, obviamente.
“Estamos convidando o SESC Navegantes e a Associação Cristã de Moços (ACM) para a disputa também”, informa José Paulo Giacomoni, funcionário do Parque Ararigbóia e um dos professores do ginásio.  O Circuito é promovido pela Diretoria de Esportes, Recreação e Lazer da Prefeitura Municipal e pela Federação. Como deve ser, uma ambulância – tal qual nos jogos oficiais de futebol – estará estacionada em frente. Os moradores do Botânico estão convidados, com entrada franca.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Primeiro Circuito de Câmbio de Porto Alegre abriu neste sábado, no Parque Ararigbóia

O Câmbio é um vôlei mais "democrático", com regras que podem ser alteradas no decorrer da partida.
Voltado a idosos, tem importância fundamental para a saúde e no combate ao sedentarismo da Terceira Idade.

Esta primeira rodada do Circuito reuniu cerca de 80 idosos


Neste sábado, 30, durante todo o dia, o ginásio do Parque Ararigbóia (rua Felizardo Furtado) foi palco do Primeiro Circuito de Câmbio da Cidade de Porto Alegre, reunindo bom público assistente nas arquibancadas, o qual conferiu esta nova modalidade ser apresentada oficalmente. O Câmbio é voltado para pessoas com mais de 60 anos, e permite mudar as regras do jogo - feito com as mãos, como o vôlei - no decorrer da partida. Participaram desta primeira etapa - no final do ano haverá o ganhador do título municipal - centros desportivos de Porto Alegre, tais como o Ramiro Souto (Redenção), o CEPRIMA (Primeiro de Maio), o CECORES (Restinga), o SESC da Protásio Alves e o Ginásio Tesourinha, além, é claro, do time do Ararigbóia. O tempo bonito, com sol e céu azul, ajudou. 
PREVENIR DOENÇAS - A iniciativa é da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte, cuja titular da pasta é a vereadora Comandante Nádia, que se disse feliz com a iniciativa, considerando-a "muito importante para os idosos". Já o diretor de Esporte, Recreação e Lazer, Rodrigo Kandrick, ressaltou que "investir em esporte é diminuir as filas dos postos de saúde, é evitar doenças ligadas ao sedentarismo e ao abandono que muitos idosos sofrem".

SONHO REALIZADORepresentando o Conselho Municipal do Idoso, o professor José Paulo Giacomoni, participante e idealizador do projeto, defende a iniciativa como uma forma de garantir um envelhecimento saudável e ativo, melhorar a qualidade de vida da pessoa idosa, realizando a troca de experiências e dinamizando as relações sociais. “Eu tinha o sonho de ver em Porto Alegre um evento como esse e finalmente se realizou. Tenho certeza de que vamos ter muitas outras edições, por muitos anos”, revela.  
O presidente da Federação Gaúcha de Esportes Adaptados para Idosos e da Associação Comunitária do Parque Ararigboia, José Albino Maciel, diz ser fascinado pelo Câmbio. “A qualidade de vida que a gente adquire é impressionante. Muita gente recuperou sua saúde depois que começou a praticar essa atividade”, informa. 
O vereador Alvoni Medina, criador do projeto de lei que tornou o câmbio um esporte símbolo da pessoa idosa, afirma que a atividade física é de extrema importância para essa população, pois proporciona momentos de lazer e interação entre as pessoas. “É notável a alegria deles ao se relacionarem uns com os outros por meio do esporte”, diz. 
Estiveram presentes no torneio atletas do Centro Comunitário da Restinga (Cecores), Centro da Comunidade Primeiro de Maio (Ceprima), Sesc Campestre, Ginásio Tesourinha, Parque Ramiro Souto e do próprio Parque Ararigbóia.
Câmbio - É um esporte com regras parecidas com a do vôlei, porém adequadas para facilitar o jogo a pessoas idosas. A Federação Gaúcha de Jogos Adaptados para Idosos estima que, em todo o Estado, mais de 5 mil pessoas são adeptas a essa atividade física. É reconhecido pelas câmaras legislativas do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre.
Comandante Nádia, vereadora e secretária municipal